Conta de energia vai ficar mais cara no Ceará em abril

Reajuste, a ser definido no dia 19 de abril, deve ficar entre 10% e 15%

Matéria por  Victor Ximenes
31 de Março de 2022 - 08:00
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Os consumidores cearenses devem se preparar para mais um aumento na conta de energia. Em abril, a Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) vai definir o reajuste anual que a Enel Ceará deverá aplicar aos seus clientes já no próximo mês.

Conforme a Agência, a reunião para deliberar sobre este tema está prevista para o dia 19 de abril. E o repasse aos consumidores deve ser efetuado no dia 22.

Será mais um impacto significativo para o bolso da população, que já está pagando muito caro pela energia elétrica há vários meses por conta da bandeira tarifária de escassez hídrica.

Aumento deve ser de dois dígitos

Especialistas do Sindicato das Indústrias de Energia e de Serviços do Setor Elétrico do Estado do Ceará (Sindienergia-CE) projetam que o aumento em 2022 ficará em dois dígitos, em uma margem de 10% a 15%. No ano passado, o reajuste médio aprovado havia sido de 8,95%.

Luis Carlos Queiroz, presidente do Sindienergia-CE, ressalta que o País ainda depende da energia gerada nas hidrelétricas. “Hoje, solar e eólica representam, juntas, 13,8% na nossa matriz energética e cerca de 57% da energia gerada no país ainda advém das hidrelétricas, uma fonte de energia limpa, mas limitada e dependente de boas chuvas”.

Ele defende que o custo da energia só cairá para os brasileiros com o desenvolvimento mais acelerado de outras fontes de energia abundantes, como eólica e solar.

Impactos em 2023

E o baque nas contas de energia não vai parar neste ano. A Aneel aprovou, em 15 de março, um empréstimo de até R$ 10,5 bilhões para empresas do setor elétrico. O recurso tem como finalidade cobrir os custos ainda não pagos da crise energética do ano passado e reduzir a alta da energia em 2022. Mas a conta desta manobra inevitavelmente chegará aos consumidores a partir de 2023.

O empréstimo ao setor elétrico ocorreu por medida provisória e decreto editados pelo governo. O objetivo é diluir os custos que ainda não foram pagos pela crise energética de 2021 por um período maior de tempo.

 

 

 



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