Frei Damião: por que o Nordeste precisa de santos?

Matéria por  Durval Muniz de Albuquerque Jr
09 de Novembro de 2021 - 06:00
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Na semana que passou, se deu o lançamento do documentário dirigido por Deby Brennand, “Frei Damião: o santo do Nordeste”. O título da película dá a entender que o frade capuchinho teria sido o único homem considerado santo a ter sua trajetória de vida associada à região Nordeste. No entanto, o espaço que hoje é nomeado de Nordeste foi palco de inúmeros eventos capitaneados por homens considerados santos, beatos ou beatas, ainda quando vivos, pela população, sendo eles de origem popular ou não. 

Podemos dizer que o Nordeste é terra de santos, a ponto de os chamados movimentos messiânicos ser um tema fundamental na elaboração do imaginário em torno dessa região. Movimentos como o da Pedra Bonita que, em 1838, levou à morte cerca de 200 pessoas no sertão pernambucano, foi retomado por escritores como José Lins do Rego e Ariano Suassuna e associado ao sertão nordestino e ao que seria sua religiosidade mística e rústica. 



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