Sucesso de escritor cearense, obra 'A palavra que resta' será adaptada para os cinemas

Ainda sem data de estreia, longa terá direção de Fernando Nogari

Matéria por  Isabella Rifane*
02 de Dezembro de 2023 - 14:30
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Criação do talentoso escritor cearense Stênio Gardel, a obra “A palavra que resta” deixará as páginas para ocupar também as telas de cinema. Ainda sem previsão de estreia, a adaptação do livro, vencedor do National Book Awards, ficará por conta da Pródigo Filmes e terá direção de Fernando Nogari. 

Em entrevista ao Diário do Nordeste, o autor revelou que os direitos de adaptação da obra foram adquiridos ainda em 2021, ano em que o romance foi lançado. Desde então, foi definido que o também cearense Armando Praça assinará o roteiro.

“Minha participação vai ser colaborativa, estarei sempre à disposição dos produtores, do Nogari e do Armando. Admiro e confio muito no trabalho deles, estou muito animado”, confidenciou Stênio. 

Entusiasmado em ter suas palavras ganhando vida através do audiovisual, o autor não escondeu a ansiedade para ver a obra alcançar novos públicos: “Cada conquista do livro me deixa mais impressionado e feliz com o alcance da história e com o fato de que mais pessoas vão poder conhecer os personagens e suas vidas, agora em uma nova linguagem”.

Por enquanto, a adaptação ainda está em fase de desenvolvimento e não existem confirmações sobre o elenco ou local em que ocorrerão as gravações. 

‘A PALAVRA QUE RESTA’

Estreia de Gardel na literatura, ‘A palavra que resta’ apresenta a história de Raimundo, um homem de 71 anos, que nunca aprendeu a ler ou a escrever porque, desde novo, teve que trabalhar com o pai na roça. 

Apesar de ter deixado a vida no sertão para trás, o homem ainda guarda uma carta, escrita há mais de 50 anos, por Cícero, com quem viveu um romance proibido. É justamente o recado, nunca lido, que motiva o protagonista a aprender a ler para finalmente descobrir o que a antiga paixão queria lhe dizer. 

Tocante, a obra venceu a categoria “Tradução para a língua inglesa” do National Book Awards, uma das mais importantes premiações literárias dos Estados Unidos. O livro desbancou concorrentes da Colômbia, Coreia, Senegal e Suriname.

*Sob supervisão de Wagner Mendes



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