Que Nem Tu: Leo Suricate fala sobre o peso de ser referência para o jovem da periferia

Músico, influenciador digital, produtor audiovisual e articulador cultural. Leo Suricate é uma das mentes pensantes do coletivo Suricate Seboso e da Vetinflix

Matéria por  Redação
20 de Abril de 2023 - 18:00
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Talvez você não o conheço pelo nome completo de Leonardo de Souza Xavier, mas você já viu o trabalho dele. O produtor e agitador cultural Leo Suricate é um dos membros do Suricate Seboso, conduziu a tocha olímpica representando o Ceará, puxou a maior vaia cearense da história e cocriou a Vetinflix que faz filmes, séries e clipes para internet que inspiram jovens de periferia do Ceará inteiro.

O "vetin" cearense é o 23º entrevistado do Que Nem Tu. No episódio, ele fala sobre o surgimento da página Suricate Seboso, a participação do BaianaSystem na ascensão do grupo, o peso de ser referência para a juventude periférica e sua vivência na política.

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"A gente não pode dedicar  tudo a um corpo só. A gente tem que ter um coletivo que defenda a gente. Já pensou carregar todo o simbolismo do jovem da periferia do Ceará e eu faço uma grande merda e todo mundo 'tá vendo? o jovem da periferia aí. Dá espaço e é isso que acontece'. É danoso e ao mesmo tempo uma responsabilidade muito grande que eu não quis carregar", confessa o artista-comunicador que fez assinatura ao ajudar a levar a periferia e o Nordeste para o holofote.

O jovem defende o protagonismo de muitas outros atores sociais para que haja espaço e oportunidade. No entanto, Leo sabe que é preciso alargar o conveito de sucesso. Na periferia, reforça: sucesso é sobreviver.

"Eu não gosto do lugar do herói. Sucesso é relativo. "Quando fiz 29 anos a galera dizia que tinha que ganhar medalha. Sobreviveu. Meu sucesso é sobreviver. Meu segundo sucesso é terminar os estudos", aponta.

Em uma conversa longa, que começou pelas referências familiares. Leonardo relembra o percurso retirante e desbravador da avó para que os filhos e netos tivessem crescido em uma ambiente de luta social. A entrada na militância do  Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto (MTST), a disputa por um cargo de deputado estadual nas últimas eleições, a luta por habitação, cultura popular nas favelas e por espaços iguais de artistas locais.

 



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