Espaço Cultural Unifor abre exposições gratuitas com mais de 380 obras que focam na arte brasileira

Exposições “Centelhas em Movimento”, “Fabricando Elefantes Todos os Dias” e “Colecionando Afetos” ficam em cartaz a partir de 13 de março

Matéria por  João Gabriel Tréz
12 de Março de 2024 - 22:00
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Três exposições gratuitas reúnem no Espaço Cultural Unifor mais de 380 obras que apresentam ao público um panorama diverso, rico e complexo da arte brasileira de diferentes tempos. Em cartaz com acesso livre e gratuito a partir desta quarta-feira (13), as mostras destacam a Coleção Igor Queiroz Barroso e as carreiras de Totonho Laprovitera e Claudio Cesar.

Com foco em obras brasileiras do século XX, dando ênfase ao período do modernismo, a exposição “Centelhas em Movimento” é destaque da ação cultural realizada pela Fundação Edson Queiroz. Nela, é apresentado ao público um recorte de quase metade da totalidade da Coleção Igor Queiroz Barroso: das 400 obras que a compõem, 190 estão em exposição. 

“Centelhas em Movimento” estreou no Instituto Tomie Ohtake no final de 2022 e chega, agora, à cidade natal. “É um privilégio imensurável ver essa realização da exposição aqui em Fortaleza após essa temporada tão bem sucedida em São Paulo”, celebrou o empresário Igor Queiroz Barroso.

Na fala inaugural, o também presidente do Conselho de Administração do Grupo Edson Queiroz ressaltou memórias familiares. Sobre o tio, o chanceler Airton Queiroz (1946 - 2017), ele o definiu como uma “inspiração constante”. Já à avó, Dona Yolanda Queiroz (1928-2016), creditou o passo inicial da família de "amor e dedicação ao universo artístico”.

Lenise Queiroz Rocha, presidente da Fundação Edson Queiroz, e Igor Queiroz Barroso, presidente do Conselho de Administração do Grupo Edson Queiroz
Legenda: Lenise Queiroz Rocha, presidente da Fundação Edson Queiroz, e Igor Queiroz Barroso, presidente do Conselho de Administração do Grupo Edson Queiroz
Foto: Ismael Soares

Na mostra, há obras de cearenses como Sérvulo Esmeraldo (1929-2017), Antonio Bandeira (1922-1967) e Leonilson (1957-1993). Também compõem a exposição nomes como Victor Brecheret (1894-1955), Candido Portinari (1903-1962), Tarsila do Amaral (1886-1973), Anita Malfatti (1889-1964) e Lygia Pape (1927-2004).

“Esta é uma noite de celebração e encontro em que a arte cearense se entrelaça com o melhor da arte brasileira. A promoção do diálogo entre a produção artística brasileira e os artistas cearenses é um dos propósitos da Fundação Edson Queiroz”, evidenciou Lenise Queiroz Rocha, presidente da Fundação.

Centelhas em movimento

Produzidas por 55 artistas diferentes, as peças da exposição "Centelhas em Movimento" são dispostas de maneira não cronológica, em uma busca da curadoria por “friccionar” tempos e autorias distintas. Desta forma, o convite proposto ao público é por estabelecer associações e conexões entre elas.

Obras de cearenses como Sérvulo Esmeraldo (na foto) fazem parte da exposição Centelhas em Movimento
Legenda: Obras de cearenses como Sérvulo Esmeraldo (na foto) fazem parte da exposição Centelhas em Movimento
Foto: Ismael Soares

“As escolhas de Igor ao longo dos anos nos recortaram uma visão específica da história da arte, um modo específico de valorizar os seus artistas e suas trajetórias”, definiu Paulo Miyada, um dos curadores. “Pudemos visitá-las e fazer escolhas dentro das escolhas dentro das escolhas, e embaralhar essas peças”, avançou.

“Além de todas as conexões e reflexões possíveis sobre a história dessas obras, a importância desses artistas desse Estado e desse local para a cultura, história, economia e sociedade brasileira, a gente também vai ver a mão de uma família”, acrescentou Tiago Gualberto, também curador.

“Desejo que todos venham visitar a exposição e se permitam serem tocados. É através da arte que podemos verdadeiramente compreender a beleza e a complexidade do mundo ao nosso redor. Apreciem, pois, e deixem que as centelhas dessas obras em movimento iluminem seus corações e mentes”, convidou Igor.

Paulo Miyada e Tiago Gualberto, curadores da exposição Centelhas em Movimento
Legenda: Paulo Miyada e Tiago Gualberto, curadores da exposição Centelhas em Movimento
Foto: Ismael Soares

Trajetórias artísticas

Além do destaque ao acervo da Coleção Igor Queiroz Barroso, outras duas exposições também ocupam o Espaço Cultural Unifor nos próximos meses. Parte do projeto Trajetórias Artísticas Unifor, as mostras “Claudio Cesar – Fabricando Elefantes Todos os Dias” e “Totonho Laprovitera – Colecionando Afetos” focam em nomes relevantes da arte visual no País.

Com curadoria de Andréa Dall'olio Hiluy, as exposições propõem um olhar aprofundado nas carreiras artísticas de Claudio Cesar (1956-2018), carioca radicado no Ceará que teve atuação na arte a partir dos anos 1980, e o cearense Totonho Laprovitera, cuja trajetória artística remonta aos anos 1970.

Exposição Centelhas em Movimento

Quando: em cartaz a partir de 13 de março; visitação: terças a sextas, de 9 às 19 horas; sábados e domingos, de 12 às 18 horas
Onde: Espaço Cultural Unifor (Av. Washington Soares, 1321 - Edson Queiroz)
Entrada gratuita.
Mais informações: (85) 3477-3319, no site ou no Instagram @uniforcomunica 

Trajetórias Artísticas Unifor: “Claudio Cesar – Fabricando Elefantes Todos os Dias” e “Totonho Laprovitera – Colecionando Afetos” 

Quando: em cartaz a partir de 13 de março; visitação: terças a sextas, de 9 às 19 horas; sábados e domingos, de 12 às 18 horas
Onde: Espaço Cultural Unifor (Av. Washington Soares, 1321 - Edson Queiroz)
Entrada gratuita.
Mais informações: (85) 3477-3319, no site ou no Instagram @uniforcomunica 



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