Destaque no país, Ceará aumentou investimentos em cultura nos últimos 10 anos, aponta IBGE

Apenas Ceará, Pará e Mato Grosso do Sul tiveram investimentos no setor acima da média nacional segundo o Sistema de Informações e Indicadores Culturais (SIIC)

Matéria por  João Gabriel Tréz
01 de Dezembro de 2023 - 10:02
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Entre 2012 e 2022, a porcentagem de investimentos em cultura em relação às despesas totais do estado do Ceará aumentou em quase três vezes. A informação é um dos destaques do Sistema de Informações e Indicadores Culturais 2011-2022, divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) na manhã desta sexta-feira (1º).

De acordo com o SIIC, o número saltou de 0,32%, em 2012, para 0,92%, em 2022. O percurso histórico do índice no Estado foi sempre de crescimento, conforme as informações do levantamento divulgadas pelo IBGE.

Investimentos em cultura em relação às despesas totais no Ceará

  • 2012 - 0,32%
  • 2019 - 0,38%
  • 2020 - 0,63%
  • 2021 - 0,67%
  • 2022 - 0,92%

Fonte: Secretaria do Tesouro Nacional/Coordenação-Geral das Relações de Análise Financeira dos Estados e Municípios/Gerência de Estudos Regional e Metropolitano / STN/COREM/GEREM

Ainda conforme o relatório informativo da edição mais recente do SIIC, o estado é um dos destaques nacionais no investimento cultural. Além do Ceará, o texto também ressalta o aumento, no mesmo período, do índice no Pará (de 0,63% para 0,93%) e em Mato Grosso do Sul (de 0,16% para 0,72%).

O número de 0,92% do Ceará faz dele o estado com maior porcentagem de recursos destinados para a cultura em relação às despesas totais na região Nordeste. Em termos nacionais, ele é a terceira Unidade Federativa com maior proporção de despesas no setor em relação ao total.

Apesar do crescimento nos três estados destacados pela pesquisa, o cenário apontado pelos dados do SIIC é de redução geral nas cinco regiões do Brasil da porcentagem do setor em relação às despesas totais.

O Nordeste viu o índice ir de 0,46% em 2012 para 0,41% em 2022. A situação de queda se repete nas outras regiões: Norte foi de 0,74% para 0,71%; Centro-Oeste de 0,47% para 0,46%; Sudeste de 0,38% para 0,26%; e Sul de 0,23% para 0,17%.

Ainda que o cenário descrito seja de queda geral, os valores brutos das despesas com o setor no País cresceram aproximadamente 73,1%: somando-se as esferas federal, estadual e municipal, os recursos foram de R$ 7,9 bilhões em 2012 para R$ 13,6 bilhões em 2022.



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