Conheça 3 obras de Cristina Rivera Garza, mexicana vencedora do Pulitzer

Escritora venceu o Prêmio Pulitzer 2024 na categoria "Memórias ou Autobiografia"

Matéria por  Beatriz Rabelo
10 de Outubro de 2025 - 17:30
capa da noticia

Como Bach, que fez uma canção para despertar os mortos, Cristina Rivera Garza escreve para honrá-los. A mexicana foi vencedora do Prêmio Pulitzer 2024, na categoria "Memórias e Autobiografia", com seu livro "O invencível verão de Liliana". Sua escrita é atravessada por temas como violência de gênero e luto.

No Brasil, tem três livros publicados:

  • O invencível verão de Liliana (Editora Autêntica)
  • Autobiografia do algodão (Editora Autêntica)
  • Os mortos indóceis: Necroescritas e desapropriação (Editora Martins Fontes)

Para aqueles que buscam se aprofundar na obra de Rivera Garza, o Diário do Nordeste organizou uma lista com as três obras, explicando o enredo de cada livro. 

Quem é Cristina Rivera Garza? 

A escritora Cristina Rivera Garza nasceu em outubro de 1964, em Matamoros, no México. Ela foi um dos nomes cotados para o prêmio Nobel de Literatura deste ano, devido à potência e relevância de sua obra.

Rivera Garza foi um dos nomes cotados ao Nobel de Literatura deste ano.
Legenda: Rivera Garza foi um dos nomes cotados ao Nobel de Literatura deste ano.
Foto: Divulgação/Juan Rodrigo Llaguno.

Formada em Sociologia e doutora em História, ajudou a fundar o doutorado em Escrita Criativa na Universidade de Houston, onde trabalha. Ao longo de sua trajetória, chegou a receber diversos prêmios, como: 

  • Anna Seghers de Literatura Latino-americana;
  • Bellas Artes de Novela José Rubén Romero;
  • Excelencia en las Letras José Emilio Pacheco.

Rivera já publicou livros de contos, poesia e não-ficção. Além disso, possui obras traduzidas em diversas línguas, como inglês, italiano, alemão, coreano, francês, esloveno e português. 

Confira 3 obras de Cristina Rivera Garza

O invencível verão de Liliana 

Livro
Legenda: Livro "O invencível verão de Liliana" se consolida como um ensaio político para denunciar a violência estrutural na América Latina.
Foto: Divulgação/Editora Autêntica.

Ainda que seja um livro sobre a perda de uma irmã, “O invencível verão de Liliana” (2022) não é meramente um “livro sobre o luto”. A complexidade da trama que mistura poesia, romance e pesquisa não pode ser reduzida a isso. Com sua escrita, Cristina abriu um caminho em busca de justiça para Liliana Rivera Garza

A jovem de 20 anos foi assassinada na madrugada do dia 16 de julho de 1990. Na época, o caso foi arquivado como “crime passional”. Não existiam debates aprofundados sobre feminicídio. Décadas depois, Cristina decide resgatar a vida e voz de Liliana, uma arquiteta brilhante, para escancarar o cenário de violência no México.

Os leitores do livro vencedor do Prêmio Pulitzer 2024 vão ter acesso a cartas manuscritas, relatórios policiais, cadernos escolares e projetos arquitetônicos. Muito daquilo que atravessou a vida de sua irmã. Partindo de uma história íntima, Rivera Garza evidencia uma violência estrutural na América Latina

Autobiografia do algodão 

Rivera Garza acredita que a escrita pertence à comunidade e ao território por onde circulam.
Legenda: Rivera Garza acredita que a escrita pertence à comunidade e ao território por onde circulam.
Foto: Divulgação.

O livro "Autobiografia do algodão" (2025), também publicado pela Autêntica, surge como um processo de escavação. Diante de diversos silêncios na sua história, ela refaz os passos de pessoas de seu passado familiar. 

Com isso, na trama não linear, reconstitui a vida e a luta de uma comunidade que habitou a fronteira entre Tamaulipas (México) e Texas (Estados Unidos). Enquanto fala sobre território e pertencimento, também apresenta a violência estrutural de grupos marginalizados. 

Além de investigar os aspectos sociais, também surge como um convite para os leitores relembrarem a história dos avós, na tentativa de se reencontrarem e perceberem seus papéis na história. 

Os mortos indóceis: necroescritas e desapropriação

Em
Legenda: Em "Os mortos indóceis", Cristina revela como percebe a escrita e compartilha o seu processo criativo com os leitores.
Foto: Divulgação.

Integrando a coleção Errar Melhor, da editora WMF Martins Fontes, o livro “Os mortos indóceis: necroescritas e desapropriação” (2024) se debruça sobre o processo criativo da escrita. A obra irá provocar uma reflexão sobre a construção de uma narrativa e a questão da autoria no século XXI. 

Ao longos dos capítulos, Rivera Garza explora conceitos como "necroescritas" e "desapropriação", revelando a perspectiva dela de como as histórias pertencem à comunidade e aos territórios por onde circulam. 

“Reescrever é o trabalho do fazer, principalmente com e no trabalho coletivo, poderíamos dizer, comunitário e historicamente determinado, que implica retroceder e avançar ao mesmo tempo: atualizar: produzir o presente”, detalha a mexicana no capítulo “Escrever entre/para os mortos”. 



Você atingiu o limite de matérias gratuitas desse mês, adquira uma assinatura digital para desbloquear esta notícia e mais do melhor jornalismo local

Já é assinante? Entre com sua conta
Logo

Tenha acesso ilimitado ao maior portal de notícias do Nordeste

DN FREE

Crie uma conta gratuita e desbloqueie o conteúdo completo.
Gratuito
Acesse mais conteúdos de forma gratuita
Fique conectado às principais notícias e assuntos que movimentam o Nordeste
Explore conteúdos com credibilidade e mantenha-se sempre bem informado

DN MENSAL

Acesso ilimitado a todo conteúdo digital.
R$ 1200 /mês

Tudo do plano gratuito, e:

App Diário do Nordeste
Diário do Nordeste: Assinatura Digital
Diário do Nordeste: Assinatura Física

DN ANUAL

60 dias gratuitos. Acesso ilimitado a todo conteúdo digital.
R$ 12000 /ano

Tudo do plano gratuito, e:

Diário do Nordeste: Assinatura Digital

Teste Cartão Rede

Teste Cartão
R$ 1000 /mês

Tudo do plano gratuito, e:

Teste Limitação

Teste-teste
R$ 990 /mês

Tudo do plano gratuito, e:

Diário do Nordeste: Assinatura Digital

Precisa de Ajuda?

Entre em contato com a nossa central de atendimento: