Com o Carnaval do Ceará suspenso, recursos para manter agremiações em 2021 seguem indefinidos

Apesar dos benefícios obtidos com editais emergenciais, agremiações carnavalescas aguardam outras definições da Prefeitura e do Estado em relação às atividades de 2021

Escrito por Roberta Souza roberta.souza@svm.com.br
12 de Janeiro de 2021 - 09:03 (Atualizado às 10:26)
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Legenda: Com cerca de 200 brincantes, o Bloco Unidos da Cachorra é uma das agremiações que mais atrai público para a Praia de Iracema
Foto: Yago Albuquerque

A melancolia da última quarta-feira de cinzas do Brasil se estende até hoje. Foi exatamente no dia 26 de fevereiro de 2020, após os quatro dias de festa, que o Ministério da Saúde confirmou o primeiro caso de infecção pelo novo coronavírus no País. Naquele momento, quando pouco se sabia sobre a doença que se alastrava por todo o mundo, ninguém imaginava que, um ano depois, as medidas de segurança para conter a transmissão ainda estivessem vigentes, entre elas a necessidade de evitar aglomerações.

Não fosse tudo isso, Fortaleza e o resto do Brasil já estariam em clima de pré-carnaval, mas enquanto a campanha de vacinação não chega por aqui, agremiações que vivem em função dessa manifestação o ano todo, a exemplo de blocos, maracatus, afoxés e escolas de samba, seguem pautadas pela incerteza de como farão para pagar as contas do mês e manter as atividades dos grupos, ainda que virtualmente. É certo que muitos deles foram contemplados recentemente por recursos emergenciais como os viabilizados pela Lei Aldir Blanc, mas o recente anúncio de suspensão do Carnaval pelo Governo do Estado do Ceará -  ainda que Salvador, Rio e São Paulo trabalhem com datas para julho - inquieta os cearenses.

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