Homem cria serviço de 'disk coveiro' em Sergipe e faz sucesso nas redes sociais

Ele explica como é feito processo de exumação

Escrito por Redação producaodiario@svm.com.br
17 de Março de 2022 - 14:13
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No município de Santo Amaro, localizado no interior de Sergipe, o coveiro Gleibson Roberto, 36, ganhou fama nas redes sociais após colocar uma placa com o serviço de "Disk Coveiro" no cemitério da cidade. Em vídeos, ele relata o dia a dia da profissão.

Concursado há 10 anos, o coveiro tinha medo de realizar o serviço. Ele foi chamado ao trabalho após um dos profissionais do cemitério não ter aguentado a rotina da profissão.

Coveiro em trabalho no cemitério:

Em entrevista ao portal de notícias BBC News Brasil, Gleibson disse que não conseguia dormir se visse um caixão.

Atualmente, ele está mais acostumado com a rotina que tem, já que o maior aprendizado foi de que não se deixasse levar tanto pelo que via ou sentia.

"Para você ter ideia, eu exumei o meu próprio pai para ter mais espaço e resolvi postar o vídeo nas redes sociais. Foi uma boa oportunidade de mostrar às pessoas como o corpo fica após um tempo, além de explicar todo o processo", disse Gleibson em entrevista.

Audiência nas redes sociais

Vídeos somam milhares de visualizações em rede social de coveiro
Legenda: Vídeos somam milhares de visualizações em rede social de coveiro
Foto: Reprodução/TikTok

Por sugestão de uma prima, Gleibson resolveu mostrar a rotina de trabalho nas redes sociais. Diariamente, ele responde questionamentos sobre sepultamento, exumação, entre outros assuntos.

No conteúdo feito pelo coveiro, ele mostra que podem ser encontrados bichos perigosos, como escorpiões, baratas e cobras durante processos de exumação.

"Os vídeos de exumação geralmente despertam mais curiosidade nas pessoas. Um deles bateu mais de 1,5 milhão de visualizações. A gente exuma porque precisa de espaço nas gavetas, para que possamos enterrar mais pessoas. Esse cemitério é o único da área urbana da cidade, então muita gente procura", relata o profissional. 

Em pleno 2022, Gleibson diz controlar o cemitério em anotações feitas em um caderno. Sem computadores, ele tem registro feitos a mão com a localização de onde estão todos os corpos, bem como o contato do familiar responsável.

No aplicativo Kwai, com mais de 55 mil seguidores, os vídeos do coveiro já foram visualizados mais de 1,6 milhão de vezes. No TikTok, ele soma 18,3 mil seguidores. Ao todo, os vídeos do profissional já receberam 57,6 mil curtidas. Em publicações, ele ensina nome dos ossos do corpo humano, processos de exumação e sepultamento.

No cemitério, inclusive, ele resolve a maioria dos problemas técnicos e sofre com a falta de abastecimento de alguns materiais. São os familiares que fazem doações para preservação do equipamento público. 

Ainda em entrevista, o coveiro disse que não divulga que faz sucesso nas redes sociais aos poucos mais de 12 mil conterrâneos. Ele admite que utiliza roupas próprias para que não possam identificar o local de trabalho na internet.

É mais um cuidado que ele tem em relação à exposição que existe quando faz os vídeos. Ultimamente, diz ele, é possível criar uma espécie de roteiro para a produção dos conteúdos, embora tudo dependa de como vai ser o dia no cemitério.



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