Parte de falésia desliza na Praia do Cotovelo, região metropolitana de Natal

Nenhuma pessoa foi atingida; caso aconteceu na sexta-feira (27), em Parnamirim

Escrito por Redação producaodiario@svm.com.br
29 de Dezembro de 2024 - 15:17
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Parte de uma falésia deslizou na Praia de Cotovelo, em Parnamirim, região metropolitana de Natal (RN). Trabalhadores da região costeira relataram que um casal estava próximo ao trecho quando a areia deslizou, mas ninguém foi atingido ou ficou ferido.

No ano passado, a Defesa Civil de Parnamirim alertou que as falésias de Cotovelo possuem "alto risco" de desabamento. O comunicado foi feito após, em 2022, outra parte da falésia também ter um deslizamento.

Este não foi o primeiro incidente com deslizamento de areias em praias potiguares em 2024. Uma parte da falésia de Tabatinga, em Nísia Floresta, e na Praia do Madeiro, em Tibau do Sul, ambas no litoral sul, também desmoronaram.

Ao portal G1 (Rio Grande do Norte) o geógrafo Rodrigo Freitas, coordenador do projeto Falésias, da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), afirmou que mais de 100 deslizamentos foram registrados neste ano no estado vizinho.

"É importante saber que as bordas da falésia, tanto na parte superior, como na parte inferior, são áreas instáveis. Constantemente estão ocorrendo pequenos movimentos de massa ou grandes movimentos de massa", explicou.

"Então há um risco, tanto para quem se aproxima da área superior, como para quem fica próximo à base da falésia".

O geógrafo explicou ainda que quedas como essa são resultados de uma série de mudanças naturais.

Procurada pela equipe da Inter TV Cabugi, afiliada da Rede Globo no RN, a prefeitura de Parnamirim não se manifestou sobre o caso.

O que são falésias

Também encontradas no litoral cearense, as falésias são um tipo de acidente geográfico formado por uma encosta vertical, que geralmente termina no mar e se encontra sob a ação erosiva causada pela água. Falésias de grande dimensão costumam ser chamadas de penhasco.

Em 2020, a queda de uma falésia na Praia de Pipa, no litoral do Rio Grande do Norte, matou um casal e um bebê de 7 meses, além do cachorro da família.

Um estudo feito por pesquisadores da UFRN e publicado um ano depois apontou problemas na estrutura das falésias em Pipa e também no litoral Sul do estado, inclusive nas margens da estrada para Tabatinga.

 



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