Imagem mostra buraco por onde fugitivos escaparam do presídio em Mossoró

Além de fazer o exame da cela, os peritos recolheram objetos com material genético

Matéria por  Redação
16 de Fevereiro de 2024 - 19:09
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Uma imagem registrada pela perícia nesta sexta-feira (16) mostra um buraco na parede da cela por onde fugiram os dois detentos do presídio de segurança máxima de Mossoró, no Rio Grande do Norte (RN). A fuga dos presos ligados a uma facção criminosa de origem carioca ocorreu na madrugada da última quarta-feira (14). Eles foram identificados como Deibson Cabral Nascimento e Rogério da Silva Mendonça, e se encontram foragidos com os nomes incluídos na lista de difusão vermelha da Interpol.

De acordo com informações do jornal O Globo, além de fazer o exame da cela, os peritos recolheram objetos com material genético para detectar se outros envolvidos tiveram acesso ao local onde os detentos estavam.

Perícia no presídio federal de Mossoró terminou nesta sexta-feira (16)
Legenda: Perícia no presídio federal de Mossoró terminou nesta sexta-feira (16)
Foto: Reprodução

Como ocorreu a fuga

Os presos arrancaram uma parte metálica onde ficava a luminária da cela e conseguiram escalar até o teto para acessar uma espécie de shaft, uma abertura entre as paredes por onde passam tubulações de água e ventilação.

De lá, tiveram acesso a um canteiro de obras onde ocorre uma reforma no pátio do banho de sol. Eles atravessaram um tapume que cobria as obras e arranjaram um alicate. Com a ferramenta, a dupla cortou o alambrado e fez uma passagem para fora do presídio.

Rastros encontrados

Pegadas e objetos que podem ser dos dois fugitivos foram encontrados pela força-tarefa montada para tentar recapturá-los. Agentes localizaram os rastros em uma área de mata, na zona rural do município.

Também foram recolhidas peças de roupa, toalha e um lençol, que podem ter sido usados pelos dois homens, considerados de alta periculosidade.

O 2º Batalhão da Polícia Militar (BPM) afirmou que foram encontradas duas camisas, uma rede e rastros de sapatilhas, semelhantes às usadas pelos internos no presídio federal. Este rastro foi achado nos arredores da Serra Mossoró.

Ao todo, 300 homens da Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal e Polícia Militar estão vasculhando a área com o auxílio de três helicópteros, drones com visão noturna e cães farejadores. 

Quem são os criminosos?

Os detentos que fugiram foram identificados como Deibson Cabral Nascimento, 33 anos, e Rogério da Silva Mendonça, 35 anos. Ambos são naturais do Acre, e respondem por crimes como roubo, tráfico de drogas, organização criminosa e homicídio.

Eles são membros do alto escalão de uma facção criminosa de origem carioca, tendo atuação nacional e internacional.

Deibson Cabral, também conhecido como "Tatu" ou "Deisinho", está ligado em 34 processos na Justiça do Acre. Ele responde por crimes como formação de quadrilha, tráfico de drogas e roubo e já foi condenado a 33 anos de prisão.

Já Rogério da Silva, o "Martelo", responde processos pelos crimes de homicídio qualificado, roubo e violência doméstica. Ele foi condenado a 74 anos de prisão, repondendo a mais de 50 processos, e tem uma suástica (símbolo do nazismo) tatuada na mão.



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