Fugitivos de Mossoró se esconderam em buracos para escapar de drones detectores de calor

Reportagem do 'Fantástico' mostrou que os dois homens passaram sete dias em casa localizada na zona rural de Baraúna

Matéria por  Redação
26 de Fevereiro de 2024 - 10:25
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Os fugitivos da Penitenciária Federal de Mossoró (RN), Deibson Cabral Nascimento e Rogério Mendonça da Silva, teriam entrado em um buraco no intuito de se esconder dos drones utilizados nas buscas por eles. As informações foram confirmadas pelo Fantástico, da Rede Globo, nesse domingo (25), que também mostrou fotos exclusivas feitas em uma casa na zona rural de Baraúna, onde eles teriam ficado durante sete dias.

Segundo a Polícia, que integra força-tarefa de mais de 600 agentes, os criminosos pagaram R$ 5 mil para ficar no local. No espaço, um buraco foi encontrado, utilizado para que eles pudessem se esconder dos drones que detectam o calor humano. 

Além do buraco, agentes encontraram redes para dormir, embalagens de comida, um facão e uma lona. Os dois fugitivos permaneceram no local por sete dias, mas acredita-se que sigam na região.

As buscas, inclusive, ainda se concentram no entorno de Baraúna, cidade localizada a 22 km do Presídio Federal de Mossoró. A área de mata é vista como propícia para o esconderijo dos dois homens. 

Quem são os fugitivos de Mossoró?

Fugitivos foram identificados como Deibson Cabral Nascimento e Rogério da Silva Mendonça, ambos do Acre
Legenda: Fugitivos foram identificados como Deibson Cabral Nascimento e Rogério da Silva Mendonça, ambos do Acre
Foto: Reprodução

Os fugitivos respondem por crimes como roubo, tráfico de drogas, organização criminosa e homicídio. Eles são membros do alto escalão de uma facção criminosa de origem carioca, com atuação nacional e internacional.

Deibson Cabral, também conhecido como Tatu ou Deisinho, está ligado a 34 processos na Justiça do Acre. Ele responde por crimes como formação de quadrilha, tráfico de drogas e roubo e já foi condenado a 33 anos de prisão.

Já Rogério da Silva, o Martelo, responde a processos pelos crimes de homicídio qualificado, roubo e violência doméstica. Ele foi condenado a 74 anos de prisão, respondendo a mais de 50 processos, e tem uma suástica (símbolo do nazismo) tatuada na mão.

Três suspeitos presos 

Até o momento, a Polícia Federal já prendeu três suspeitos de ajudarem os dois fugitivos. Um dos homens, inclusive, pegou um carro no Ceará para ajudar na fuga, sendo capturado quando chegava em casa no bairro Aeroporto, em Mossoró.

As detenções reforçam a hipótese de que os foragidos receberam apoio de fora do presídio. 



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