O ovo de páscoa que envenenou família e matou duas crianças no Maranhão foi adulterado com chumbinho, segundo confirmou laudo da Polícia Civil divulgado nesta quarta-feira (30). A substância é um pesticida usado de forma clandestina para matar ratos e foi encontrada no ovo, nos corpos das vítimas e no material recolhido com a suspeita do crime.
De acordo com o Instituto de Criminalística, o inquérito foi concluído e Jordélia Pereira, presa desde o dia 17 de abril por suspeita do envenenamento, permanecerá sob custódia das autoridades. As informações são do portal g1.
As crianças que morreram envenenadas no último dia 16 de abril são os irmãos Evelyn Fernanda Rocha Silva, 13 e Luís Fernando, 7. A mãe deles, Mirian Lira, também consumiu o ovo de páscoa e foi internada após massar mal, mas sobreviveu e recebeu alta no último dia 23 de abril.
Evelyn chegou a ser internada, mas não resistiu e faleceu no hospital. Já Luís Fernando, morreu logo após ingerir o ovo de páscoa.
Ciúmes teria motivado crime
As investigações do caso dão conta que a suspeita agiu por ciúmes, pois Mirian estaria namorando o ex-marido dela. A mulher estaria com um sentimento de vingança contra a vítima, e confessou ter enviado o chocolate, mas negou ter envenenado o produto.
A mulher fingiu ser representante de trufas de chocolate e viajou 384 km para fazer degustação dos produtos horas antes do crime, de acordo com o g1.
Jordélia teria saído da cidade de Santa Inês, onde está detida, para Imperatriz, cidade onde cometeu a ação e ficou hospedada usando um crachá falso.
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