Consumir cerveja é fator de risco para contrair Covid-19, já vinho protege contra doença

O estudo analisou 473.957 pessoas, sendo que dessas 16.559 receberam diagnóstico positivo para o novo coronavírus

Matéria por  Redação
02 de Fevereiro de 2022 - 11:50
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Cientistas descobriram que consumir cerveja pode ser um fator de risco para contrair Covid-19, enquanto ingerir vinho pode proteger o consumidor contra a doença. A conclusão é de um estudo realizado pelo Hospital Shenzhen Kangning, na China. As informações são do jornal O Globo

A análise apontou que a ingestão de cerveja ou cidra aumentou o risco dos voluntários de contaminarem o vírus. A frequência e a quantidade consumidas das bebidas alcoólicas não mudaram o resultado. A pesquisa analisou 473.957 pessoas, sendo que dessas 16.559 receberam diagnóstico positivo para o novo coronavírus.

Os pesquisadores ainda identificaram que consumir destilados regularmente — cinco ou mais copos por semana — também elevou as chances de contaminação.

"O consumo de cerveja e cidra não é recomendado durante as epidemias. As orientações de saúde pública devem se concentrar na redução do risco de Covid-19, defendendo hábitos de vida saudáveis e políticas preferenciais entre os consumidores de cerveja e cidra", declararam os autores do estudo.

No entanto, pessoas que ingerem cinco ou mais copos de vinho por semana se mostraram mais resistentes a contrair a doença. O mesmo aconteceu no caso daquelas que bebem vinho branco e champanhe com frequência. 

Consumo moderado de álcool pode ser benéfico

Os pesquisadores também compararam o consumo de bebidas alcoólicas no geral com o risco de se infectar com Covid-19, e concluíram que aqueles que bebiam tinham um risco menor de desenvolver a doença em comparação com os que não bebiam, mas o efeito protetor não foi significativo.

Entretanto, os indivíduos que ingerem acima das diretrizes apresentaram uma tendência de maior risco em relação à doença. Conforme o estudo, os consumidores que dobraram a ingestão acima das diretrizes ou consumiram mais que o dobro tiveram risco 12% acima de pegar Covid-19 do que as pessoas que não bebem.

Os cientistas converteram a quantidade de consumo semanal de álcool em unidades. São elas: 

  • cerveja e cidra (1 litro = 2 unidades);
  • vinhos (1 taça padrão = 2 unidades);
  • destilados (1 shot = 1 unidade).

Os voluntários foram agrupados em quatro categorias: 

  • não bebedor ou bebedor apenas em ocasiões especiais; 
  • dentro das diretrizes recomendadas (aqueles que consumiam menos de 14 unidades por semana); 
  • acima do recomendado pelas diretrizes (de 14 a menos de 28 unidades por semana); 
  • duas vezes ou mais acima das diretrizes recomendadas (28 unidades ou mais por semana).

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