Chuva de meteoros Líridas terá auge na madrugada desta terça-feira (22); veja como assistir

Fenômeno ocorre anualmente no mês de abril

Escrito por Agência Brasil e Redação
21 de Abril de 2025 - 11:50
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O ápice das aparições da chuva de meteoros Líridas (ou Lyrids), que anualmente brinda os amantes da astronomia, está previsto para a madrugada entre esta segunda (21) e a terça-feira (22).

A incidência de meteoros no céu do País está cada vez maior desde o último dia 14, quando a Terra começou a atravessar uma região do espaço por onde passou o Cometa Tatcher (C/1861 G1), deixando um rastro de poeira e detritos.

“A melhor visibilidade será durante o pico, na madrugada de 22 de abril, por volta das 2h da madrugada (horário de Brasília). Nesse horário, o radiante da chuva — ponto no céu de onde os meteoros parecem se originar — estará mais alto, proporcionando melhores condições de observação”, explicou Marcelo De Cicco, astrônomo parceiro do Observatório Nacional, à Agência Brasil.

Especialista em ciências planetárias e coordenador do projeto brasileiro de pesquisa de meteoros Exoss, Cicco diz que quem estiver em lugar escuro, longe da poluição luminosa das cidades e nos horários de menor luminosidade lunar, poderá ver até 18 meteoros por hora.

“Basta olhar predominantemente para o norte. Mais especificamente para o quadrante Norte, próximo à estrela Vega”, sugere o astrônomo.

Como visualizar a chuva de meteoros

O especialista explica que a chuva de meteoros Líridas ocorre anualmente entre 14 e 30 de abril.

Para facilitar o reconhecimento dos pontos cardeais, e, assim, conseguir ver o fenômeno, o observador que não tiver uma bússola deverá estender o braço direito para o local onde o Sol nasce (leste) e o braço esquerdo para o local onde o Sol se põe (oeste). Dessa forma, ele estará de frente para o norte.

O que são meteoros

Pequenos corpos celestes que se deslocam no espaço e entram na atmosfera da Terra, os meteoros queimam parcial ou totalmente devido à ablação com a atmosfera terrestre e ao contato com moléculas de oxigênio.

Esse fenômeno deixa um risco luminoso no céu, popularmente chamado de “estrela-cadente”.



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