Ex-diretora de presídio mantinha relação com faccionado, negociava votos e regalias, aponta MP-BA

Depoimentos apontaram que a ex-diretora chegou a ganhar R$ 1,2 milhão com a mediação desses encontros

Escrito por Redação producaodiario@svm.com.br
04 de Julho de 2025 - 18:57
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Joneuma Silva Neres, de 33 anos, ex-diretora do Complexo Penal de Eunápolis, no sul da Bahia, presa por suspeita de envolvimento na fuga de 16 detentos da unidade, ocorrida em 12 de dezembro de 2024, também negociava votos por R$ 100 para beneficiar políticos, apontou investigação do Ministério Público da Bahia (MP-BA). A informação é do g1.

Na compra de votos, a mulher contava com a participação de um detendo foragido identificado como Ednaldo Pereira de Souza. A ação fazia parte de um ‘trabalho politico’ que ela prestava para uma facção criminosa do estado, que Joneuma começou a integrar. A informação consta no processo obtido pela TV Bahia.

De acordo com o texto, Ednaldo era amante de Joneuma, que organizava encontros dele com o candidato a prefeito e ex-deputado federal Uldurico Jr. (MDB). O candidato a vereador de Eunápolis Alberto Cley Santos Lima, conhecido como Cley da Autoescola (PSD), também participava dos encontros.

Depoimentos apontaram que a ex-diretora chegou a ganhar R$ 1,2 milhão com a mediação desses encontros, que aconteciam dentro do complexo e tinham todos os registrados em câmeras de segurança apagados.

Artur Nunes, responsável pela defesa da detenta, negou o recebimento de valores: "Em nenhum momento, ela recebeu qualquer tipo de valor. Foi requerida pela Polícia Civil a quebra do sigilo bancário dela. No momento que eles quiserem, eles têm acesso".

Os “eleitores cativos”, de acordo com o processo, eram os próprios criminosos detidos, como amigos e familiares deles. Com a venda, Joneuma recebia apoio politico para permanecer no cargo.

Facilitação de fuga 

Em janeiro deste ano, além da ex-diretora, o ex-coordenador de segurança do Complexo Penal de Eunápolis foi preso por suspeita de envolvimento na fuga de 16 detentos da unidade. Ambos ficaram foragidos e já estavam afastados de seus cargos desde o dia da fuga, conforme informações do portal g1

A prisão do ex-coordenador aconteceu em um trecho da BR-101, na cidade de Governador Mangabeira (BA), conforme a Secretaria da Segurança Pública da Bahia (SSP-BA). Com Welligton, foram apreendidos um carro e um celular e ele foi encaminhado à Delegacia Territorial de Santo Antônio de Jesus. 

A ex-gestora passou por audiência de custódia e teve a prisão mantida, apesar de defesa alegar que ela estava grávida para pedir a soltura. Ela foi encaminhada ao Conjunto Penal de Teixeira de Freitas, mesma unidade onde a mulher foi agente penitenciária antes de receber promoções de carreira.



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