Operação prende quadrilha que movimentou R$ 243 milhões e comprou Porsche de Daniel Alves, em AL

MPAL investiga organização criminosa suspeita de lavar dinheiro público por meio de contratos milionários

Escrito por Marcos Moreira marcos.moreira@svm.com.br
16 de Maio de 2024 - 21:26
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Uma operação do Ministério Público do Estado de Alagoas (MPAL) prendeu, nesta quinta-feira (16), quatro suspeitos de integrarem uma organização criminosa que movimentou ilegalmente mais de R$ 243 milhões dos cofres públicos no estado alagoano. Eles são acusados dos crimes de peculato, fraude em licitações e contratos, falsidade ideológica, desvio e lavagem de dinheiro público.

Segundo as investigações, entre os artigos de luxo ostentados pelo líder do grupo está uma Porsche que pertencia ao ex-jogador Daniel Alves, avaliada em R$ 828,6 mil. A quadrilha seria responsável por vender facilidades aos gestores públicos, a exemplo de funcionários fantasmas, lotação por indicações políticas, desvio de função, “rachadinha”, dentre outros ilícitos que seguem sendo apurados.

Por meio de uma cooperativa falsa, o grupo criminoso teria firmado contratos milionários com 20 municípios alagoanos, movimentando milhões entre outubro de 2020 e março de 2023. Desse valor, R$ 46 milhões tiveram movimentações atípicas que, segundo o MP, seriam especificamente para a lavagem de dinheiro público.

Ainda de acordo com as investigações, que duraram 14 meses, os contratos foram firmados por meio de licitações por “carona”, ou seja, através de atas de adesão ao registro de preço, modalidade licitatória que facilita a contratação.

Operação do MPAL mira organização criminosa suspeita de lavar dinheiro público por meio de contratos milionários
Legenda: Operação do MPAL mira organização criminosa suspeita de lavar dinheiro público por meio de contratos milionários
Foto: Divulgação/MPAL

Além das prisões, a ação apreendeu R$ 649 mil somente com um dos suspeitos, dados telemáticos e automóveis de luxo, como a Porsche, além do sequestro de um Hotel Fazenda, na cidade de Sento Sé, na Bahia, que pertence a um dos integrantes do grupo.

Intitulada de ‘Maligno’, a operação cumpriu cinco mandados de prisão, sendo um na capital alagoana, três em Petrolina, em Pernambuco, e mais um na cidade de Japaratinga, em Alagoas. Os oito mandados de busca e apreensão também foram executados nas mesmas localidades.

 


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