Torcidas organizadas do Fortaleza e do Ceará são alvos de operação por 'planejarem' brigas nas ruas

A investigação do MPCE aponta que sedes ocasionalmente funcionariam como ponto de apoio para facilitar a logística

Escrito por Redação producaodiario@svm.com.br
06 de Abril de 2024 - 19:48
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O Ministério Público do Estado do Ceará (MPCE) deflagrou, na manhã deste sábado (6), a operação “Apito Final”, em que são apurados crimes praticados por integrantes de torcidas organizadas.

Foram cumpridos quatro mandados de busca e apreensão nas sedes das torcidas organizadas Leões da TUF, Irmandade Tricolor, Cearamor e Movimento Organizado Força Independente (MOFI) — vinculadas ao Ceará Sporting Club e ao Fortaleza Esporte Clube.

As investigações apontam que as principais sedes e subsedes das torcidas organizadas, "por vezes, funcionariam como um ponto de apoio para facilitar a logística de organização dos confrontos, depósito de materiais contundentes e artefatos explosivos, planejamento e organização das 'pistas' (brigas em locais públicos)".

Com isso, o Núcleo de Investigação Criminal requereu a medida cautelar de Busca e Apreensão nas principais sedes para coletar mais elementos de autoria e materialidade, além de coibir a violência nos estádios. As medidas foram autorizadas pelo Tribunal de Justiça do Estado do Ceará (TJCE), por meio da 10ª Vara Criminal de Fortaleza.

Arma, bomba e drogas apreendidas

A Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS) divulgou que, na ação, foram apreendidos um revólver calibre 38, duas bombas de fumaça e maconha. Além disso, dois dirigentes das torcidas organizadas foram conduzidos a unidades da Polícia Civil do Estado do Ceará (PCCE).

Também foram apreendidos, além dos ilícitos, 49 aparelhos celulares, três livros contábeis e um notebook. "Os suspeitos e os materiais apreendidos foram conduzidos para o 2º Distrito Policial (2º DP), 13º Distrito Policial (14º DP) e 34º Distrito Policial (34º DP)", informou a Secretaria.

As ações operacionais foram conduzidas pela Coordenadoria Integrada de Planejamento Operacional (Copol), da SSPDS, e envolveram 119 agentes de segurança: quatro policiais da Casa Militar, 12 agentes de Inteligência, 16 da Polícia Civil e 86 do Batalhão de Choque da Polícia Militar.

 



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