Suspeitos mortos por PMs em Canindé eram ligados ao CV e iam atacar rivais do TCP

Segundo a SSPDS, os suspeitos lançaram dois artefatos explosivos contra os policiais

Matéria por  Messias Borges
31 de Outubro de 2025 - 10:45
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Os sete suspeitos mortos em uma ação da Polícia Militar do Ceará (PMCE), em Canindé, no Interior do Ceará, na madrugada desta sexta-feira (31), seriam ligados à facção carioca Comando Vermelho (CV) e iriam atacar rivais da organização rival Terceiro Comando Puro (TCP).

A reportagem apurou, com fonte da Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social do Ceará (SSPDS), que os policiais militares receberam informações que um grupo de criminosos se preparava para atacar rivais, nos bairros Campinas e Palestina, em Canindé.

Equipes policiais se deslocaram para a região, por volta de 3h da madrugada, e encontraram os suspeitos armados. "Estes, ao perceberem a presença policial, efetuaram disparos em direção às viaturas e lançaram dois artefatos explosivos em via pública", informou a SSPDS, em nota.

Seis suspeitos morreram no local. Um sétimo suspeito tentou fugir em um veículo Fiat Palio prata, por uma via carroçável, mas foi alcançado pelos policiais. Ele teria efetuado disparos contra os militares, que reagiram e mataram o suspeito.

A fim da garantia da legítima defesa, as composições reagiram à agressão. E, após cessar o confronto, sete homens, ainda não identificados formalmente, foram localizados e socorridos a uma unidade hospitalar, onde foram a óbito."
Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social do Ceará
Em nota

Armamento apreendido com suspeitos

Conforme a SSPDS, a Polícia Militar apreendeu oito armas de fogo - sendo um fuzil, quatro pistolas e três revólveres - além de mais de 150 munições e drogas, na ação policial.

"As investigações policiais ficarão a cargo da Delegacia de Canindé, unidade da Polícia Civil do Estado do Ceará (PCCE). Diligências seguem em andamento", informou a Secretaria.

As facções de origem carioca Comando Vermelho e Terceiro Comando Puro disputam territórios no Ceará, pelo domínio do tráfico de drogas. 

A reportagem apurou que o TCP substituiu a facção local Guardiões do Estado (GDE), em diversas regiões do Estado, em razão do enfraquecimento da organização criminosa cearense na "guerra" contra o CV.



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