Saiba quem é 'Bola de Fogo', cearense preso no Rio de Janeiro por homicídios e por integrar facção Comando Vermelho

A prisão foi realizada no Complexo da Maré, onde ele estaria sendo protegido pela facção Comando Vermelho, após participar de mais de 10 homicídios

Matéria por  Redação
11 de Fevereiro de 2025 - 08:00
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Um cearense foi preso no Rio de Janeiro por suspeita de ser um dos principais "matadores" da facção criminosa carioca Comando Vermelho (CV). Marcelo Maciel Araújo, conhecido como 'Bola de Fogo', de 38 anos, foi detido pela Polícia Militar daquele Estado, na última sexta-feira (7). 

As informações sobre a prisão de 'Bola de Fogo' são da coluna Na Mira, do portal Metrópoles. A reportagem procurou, na última segunda-feira (10), a Secretaria de Estado de Segurança Pública do Rio de Janeiro (SESP-RJ), que pediu para entrar em contato com a Polícia Militar do Rio de Janeiro, que, por sua vez, não respondeu ao pedido de informações da ocorrência.

A prisão de Marcelo Maciel foi realizada por unidades de elite da Polícia Militar do Rio, no Complexo da Maré, onde ele estaria sendo protegido pela facção Comando Vermelho. 'Bola de Fogo' teria fugido do Ceará após participar de mais de 10 homicídios. A maioria dos crimes atribuídos a Maciel ocorreu no Município de Crateús - a cerca de 350 km de distância de Fortaleza.

Entre os últimos homicídios em território cearense que tiveram a participação do homem preso no Rio de Janeiro, estariam o assassinato de um homem de 49 anos, em abril de 2023; e a morte de uma adolescente de 17 anos, em janeiro daquele ano.

Condenações à prisão no Ceará

Marcelo Maciel Araújo tem duas condenações na Justiça do Ceará, a uma pena somada de 20 anos e 9 meses de reclusão, por dois roubos (sendo um qualificado com lesão corporal grave). Ele esteve preso, mas depois conseguiu a progressão para o regime aberto, conforme documentos obtidos pelo Diário do Nordeste.

Segundo a denúncia do Ministério Público do Ceará (MPCE) no caso de roubo com lesão corporal grave, Maciel e um comparsa teriam atirado em um homem, em uma tentativa de roubo, na zona rural de Crateús, na tarde de 24 de fevereiro de 2006. Um terceiro acusado teria fornecido a arma de fogo e informações para o cometimento do crime.

Maciel e o comparsa teriam chegado à residência da vítima pedindo água. O sobrinho da vítima chegou a servir água para os acusados, que logo depois anunciaram o assalto. Antes da vítima entregar os pertences, os assaltantes efetuaram três disparos contra o homem.

Na ocasião, Marcelo Maciel já respondia a três inquéritos policiais por roubos, ocorridos entre 2005 e 2006.



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