Roberto Sá critica falta de leis mais duras contra facções e diz que polícia 'prende reiteradas vezes'

O secretário assegurou que o governo de Elmano de Freitas tem feito a "parte que cabe" ao Estado

Matéria por  Luana Severo  e  Emanoela Campelo de Melo
17 de Setembro de 2025 - 13:00
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Citando as 95 prisões feitas pela polícia nos últimos dois dias, contra suspeitos de envolvimento em soltura de fogos para demonstração de força de organizações criminosas, o secretário estadual da Segurança Pública, Roberto Sá, criticou a falta de leis mais duras contra facções e ressaltou que a gestão do governador Elmano de Freitas (PT) tem feito a parte que lhe cabe como Poder Executivo: "O Estado tem feito o que cabe: aparelhar as forças policiais para que elas possam estar presentes [nas comunidades]", disse.

A fala do secretário foi dada em entrevista ao "CETV 1ª Edição", da TV Verdes Mares, na tarde desta quarta-feira (17), após a coletiva da Polícia Civil sobre os 28 mandados de prisão cumpridos contra integrantes do Terceiro Comando Puro (TCP), facção carioca que se aliou à Guardiões do Estado (GDE) para confrontar o Comando Vermelho (CV).

É necessário um pacto nacional e endurecimento muito grande da legislação em relação a organizações criminosas. [...] É importante que as pessoas que praticam esses atos, essas tentativas de demonstração de poder entre eles, que a nossa legislação penal tenha o rigor que a população espera e que a polícia precisa, uma vez que a gente prende essas pessoas reiteradas vezes".
Roberto Sá
Secretário da Segurança Pública do Ceará

O titular da Pasta afirmou ainda que está em permanente diálogo com o secretário da Segurança do Rio de Janeiro para troca de informações sobre as facções. "A troca de informações é permanente", garantiu.

Sobre as prisões efetuadas contra suspeitos de envolvimento na soltura de fogos de artifício em diferentes regiões do Estado, Sá assegurou que todas foram convertidas em preventiva pelo Judiciário. "Vamos ver até quando vão ficar [presos]", alfinetou.

Prisão de líderes do TCP

Nesta quarta-feira, quase 30 pessoas vinculadas ao TCP tiveram ordens de prisão cumpridas contra elas — parte do grupo já estava detido no Sistema Penitenciário do Estado. Um dos suspeitos, de 42 anos, conhecido como "Doutor", foi apontado com tesoureiro do grupo e trabalhava para a organização pelo menos desde outubro do ano passado.

Além dos mandados de prisão preventiva, também foram cumpridos 12 mandados de busca e apreensão. As ações ocorreram em Maranguape, Fortaleza, Horizonte e Maracanaú. Os integrantes do grupo são acusados de diversos crimes, como homicídio, tráfico de drogas, porte ilegal de arma de fogo e roubo.



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