Quarto suspeito de latrocínio no Cumbuco é preso; amapaense morreu e britânico ficou paraplégico

Três suspeitos já estavam presos. A Polícia Civil esclareceu a dinâmica do crime

Matéria por  Messias Borges
04 de Setembro de 2024 - 12:34
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O quarto suspeito de participar de um latrocínio no Cumbuco, em Caucaia, na Região Metropolitana de Fortaleza (RMF), em julho deste ano, foi preso pela Polícia Civil do Ceará (PCCE). A amapaense Ruth Mary Silva de Oliveira e o namorado, o britânico Philip Donald Eric Gray, foram baleados: a mulher morreu e o homem ficou paraplégico (sem o movimento das pernas).

Thales Sampaio Magalhães, de 19 anos, foi detido em sua residência, no bairro Passaré, em Fortaleza, na última sexta-feira (30). A Delegacia de Proteção ao Turista (Deprotur) cumpriu um mandado de prisão temporária contra o suspeito, mas já pediu à Justiça Estadual pela conversão em prisão preventiva.

Em entrevista ao Diário do Nordeste, o titular da Deprotur, delegado Andrade Júnior, afirmou que o suspeito preso foi o autor dos disparos que matou Ruth Mary e deixou Philip Donald paraplágico. 

Thales Magalhães chegou a negar a participação no crime, mas, ao ver as imagens do latrocínio, confessou a autoria. Entretanto, ele alegou que atirou acidentalmente contra as vítimas, que reagiram ao assalto e entraram em luta corporal com ele, segundo o delegado.

O delegado Andrade Júnior contou que Thales Magalhães e o comparsa João Laurenio Neto (que dirigia uma motocicleta) chegaram ao hotel onde os turistas estavam hospedados, no Cumbuco, às 15h03 do dia 29 de julho deste ano. Em dois minutos, Thales visualizou a recepção e voltou à moto, e a dupla saiu do local. 

Às 15h53 daquele dia, os suspeitos voltaram ao hotel, e Thales anunciou o assalto ao casal. O suspeito entrou em luta corporal com as vítimas e atirou contra elas. Ele fugiu sem levar R$ 40 mil que estavam com os turistas.

João Laurenio e outros dois suspeitos já estavam presos: Frederico Bruno Ricarte da Silva teria sido o organizador do plano criminoso e teria fornecido um carro para a fuga da dupla; já Artur Edmundo Ferreira Felisberto dirigia o carro em que a Thales e Laurenio fugiram, depois de abandonarem a motocicleta.

O Ministério Público do Ceará (MPCE) já denunciou, no último dia 10 de agosto, Artur Edmundo, Frederico Bruno e João Laurenio - que já estavam presos - pelos crimes de latrocínio (roubo seguido de morte) e associação criminosa. Outro homem, identificado como Igor Teixeira Lopes, que chegou a ser preso durante a investigação, foi acusado apenas pelo crime de receptação, pois estava na posse de um celular roubado.

A Deprotur ainda investiga a participação de outra pessoa, que teria indicado aos suspeitos presos sobre a presença de um casal de turistas em um hotel no Cumbuco, com uma alta quantia de dinheiro em espécie.

Como o crime aconteceu

Segundo um relatório da Polícia Civil, as vítimas estavam na recepção da pousada onde estavam hospedadas, "aguardando um veículo por aplicativo para se deslocar para cidade de Fortaleza, com intuito de embarcar no Aeroporto Pinto Martins, com destino à cidade de Macapá, por volta das 15h30min., do dia 29 de julho do ano em curso".

Um dos assaltantes chega ao local já com arma em punho, entra no hotel e anuncia o assalto. Ele entra em luta corporal com a turista brasileira, "disparando arma de fogo, fugindo logo em seguida, em uma motocicleta".

Ao localizar o veículo identificado, o carro era conduzido por Frederico, acompanhado da esposa dele e de Igor Teixeira. Frederico chegou a dizer que tinha emprestado o carro a Artur Edmundo, proprietário de uma oficina de motos.

"Em continuidade, as equipes chegaram no local onde funciona a mencionada oficina, entretanto, sem localizar Artur, sendo que, no interior do estabelecimento, realizaram o recolhimento, material apreendido, de um capacete e de duas camisas, de malha, na cor vermelha, de mangas longas, material compatível com o vestuário utilizado pelos autores do crime, sendo ressaltado, também, que junto aos, inicialmente abordado foram apreendidos três aparelhos de telefonia celular". Artur Edmundo se apresentou na delegacia horas depois.



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