Policial militar e chefe de facção criminosa são suspeitos de coagir eleitores em Acopiara, no Ceará

Foram cumpridos dois mandados de busca e apreensão contra os suspeitos, que podem ter cometido crime eleitoral

Matéria por  Matheus Facundo
05 de Outubro de 2024 - 19:59
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Um policial militar e um chefe de facção criminosa de Acopiara, no interior do Ceará, foram alvos de mandados de busca e apreensão neste sábado (5) por suspeita de coação de eleitores. O possível crime foi descoberto em uma força-tarefa entre o Ministério Público Eleitoral (MPE) e as polícias Civil do Ceará (PCCE) e Federal (PF). 

A investigação começou por um vídeo onde uma eleitora aparece sendo constrangida pelo líder de facção a devolver o dinheiro que ela havia recebido para votar na candidata apoiada por ele, pois a mulher teria decidido mudar seu apoio político para o candidato adversário. O suspeito seria cabo eleitoral de uma candidata a prefeita de Acopiara.

O PM investigado seria cabo eleitoral de tio, que é candidato a prefeito. O agente estaria coagindo eleitores da região a votarem em seu parente, de acordo com a apuração da Promotoria Eleitoral de Acopiara em conjunto com as forças de segurança. 

Caso os fatos sejam comprovados, as práticas podem configurar crimes e ilícitos eleitores, segundo o MPE. 

Em Acopiara, três candidatos disputam a Prefeitura. A vice-prefeita, Dra. Ana Patrícia (Republicanos), que rompeu com o atual prefeito Antônio Almeida Neto (MDB) após ele ser afastado pela Justiça em meio a investigação do MPCE. A sobrinha do prefeito, Fábia Almeida (MDB) também disputa a vaga de chefe do executivo municipal. Fecha a lista Dr. Vilmar (PSB). 

Operações contra crimes eleitorais 

Neste sábado, a um dia das eleições municipais, operações foram deflagradas pelas forças de segurança para coibir crimes eleitorais. Em Santa Quitéria, um membro de facção foi preso por suspeita de ameaçar eleitores. 

Já em Santana do Cariri, um candidato a prefeito e um vereador foram alvos de mandados de busca e apreensão por suspeita de compra de votos. Uma mulher, suspeita de atuar como cabo eleitoral, também foi alvo das ordens judiciais. 



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