Operação investiga superfaturamento na compra de equipamentos de proteção na RMF

Equipes da Polícia Civil cumpriram nove mandados de busca e apreensão em Fortaleza e Maracanaú

Matéria por  Redação
08 de Junho de 2026 - 18:49
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Uma operação de combate ao superfaturamento de preços na compra de equipamentos de proteção individual (EPI), foi deflagrada pela Polícia Civil por meio da Delegacia de Combate a Corrupção (Decor), nesta quarta-feira (3). Nove mandados de busca e apreensão estão sendo cumpridos. 

As investigações apuram a compra de material para o Hospital da Mulher, em Fortaleza e o Hospital Municipal de Maracanaú. Dos mandados, dois são nos hospitais, quatro em empresas e três nas residências dos proprietários dessas empresas. 

Equipes dos Departamentos de Recuperação de Ativos (DRA), Técnico Operacional (DTO), Polícia Judiciária Especializada (DPJE), da Capital (DPJC), Metropolitana (DPJM), da Coordenadoria de Operações e Recursos Especiais (Core) e da Perícia Forense do Estado do Ceará (Pefoce) participam da operação. Ao todo, 48 policiais civis atuam no caso. 

Em resposta à ação da Polícia Civil, a direção do Hospital Zilda Arns Neumann (Hospital da Mulher) classificou a operação de busca e apreensão em suas dependências como totalmente descabida. "Não houve a compra ou qualquer pagamento referente a aquisição do objeto citado no referido inquérito, que culminou com a operação policial na data de hoje", afirma em nota. Já a Prefeitura de Maracanaú informou que aguarda mais detalhes sobre a operação e sobre o objeto da investigação para se manifestar oficialmente.

O titular da Delegacia de Combate à Corrupção (Decor), Osmar Berto, explicou que "são, no mínimo, quatro empresas que possuem razão social diferente, nomes diversos. Está comprovado que elas são a mesma pessoa. Um grupo familiar. Essas empresas ofertaram propostas para estes hospitais. Especificamente com relação ao Hospital da Mulher, o processo de compra está em fase de andamento. Em Maracanaú a contratação efetivamente ocorreu. Há fortes indícios que a empresas fazem parte de um coluio justamente para ludibriar a administração pública, no sentido de que, independente de quem seja o vencedor o dinheiro vai para o mesmo local. A finalidade da contratação acaba sendo de interesse de uma só pessoa", explicou Berto.

 

 

 



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