PM proprietário de loja de armamentos e suspeito de desviar munições para facções criminosas é preso em Fortaleza

Operação da Ficco cumpriu mandados de busca e apreensão contra o policial militar e familiares dele, suspeitos de serem 'laranjas' do esquema criminoso liderado pelo PM

Matéria por  Messias Borges
18 de Março de 2025 - 10:32
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A Força Integrada de Combate ao Crime Organizado no Ceará (Ficco/CE) deflagrou uma operação, nesta terça-feira (18), para combater o desvio de munições para facções criminosas, cometido por um empresa de venda de armamentos com sede em Fortaleza. Um policial militar, proprietário do estabelecimento, foi preso em flagrante.

[Atualização, às 12h09] Poucas horas após a prisão em flagrante por posse ilegal de arma de fogo, o policial militar foi solto, sob pagamento de fiança. Com o policial, foram encontradas dezenas de munições que ele não tinha permissão para estar de posse.

A Operação Mercador das Armas foi deflagrada "com o objetivo de cumprir quatro mandados de busca e apreensão domiciliar contra uma empresa de venda de armamentos e munições e seus sócios, em razão de fortes indícios de desvio de munições legalmente adquiridas pela pessoa jurídica", segundo a Polícia Federal (PF), que integra a Ficco.

A reportagem apurou que os quatro mandados de busca e apreensão foram cumpridos na loja de armamentos e nas residências do PM e da mãe e da irmã dele. As duas mulheres figuravam como sócias da empresa, mas os investigadores acreditam que elas eram "laranjas" do esquema criminoso. 

A investigação visa identificar se houve o repasse irregular dessas munições para o Crime Organizado. Durante o ano de referência da investigação, a loja alvo da operação adquiriu 111.810 munições e vendeu 164.439 munições."
Polícia Federal
Em nota

Conforme a PF, com base nos elementos coletados, foi possível identificar uma evolução irregular na compra e venda de munições pela empresa, em 2024. A investigação, conduzida pela Ficco, também contou com a participação do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público do Ceará (MPCE), e do Exército Brasileiro (EB).

A Força Integrada de Combate ao Crime Organizado no Ceará é composta pela PF, Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social do Ceará (SSPDS), Polícia Militar do Ceará (PMCE), Polícia Civil do Ceará (PCCE), Polícia Rodoviária Federal (PRF), Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen), Perícia Forense do Estado do Ceará (Pefoce) e Secretaria de Administração Penitenciária e Ressocialização do Ceará (SAP).



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