PF prende duas pessoas em Fortaleza por esquema de tráfico internacional de drogas

Os crimes aconteciam a partir de aeroportos brasileiros, incluindo o Aeroporto Pinto Martins, na capital cearense

Escrito por Redação producaodiario@svm.com.br
03 de Setembro de 2025 - 10:59
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A Polícia Federal (PF) deflagrou, na manhã dessa quarta-feira (3), a "Operação Nexus Aliciae", que resultou na prisão de duas pessoas suspeitas de integrarem um esquema internacional de tráfico de drogas a partir de aeroportos brasileiros. Segundo o g1, as prisões aconteceram em Fortaleza e no município de Alvorada, no Rio Grande do Sul.

Segundo apuração da Polícia, os investigados atuavam em dois núcleos principais: cooptadores e transportadores.

  • Os cooptadores eram responsáveis por aliciar transportadores, comprar passagens e hospedagens, além de se comunicarem com compradores no exterior;
  • Já o grupo dos transportadores, composto por 17 pessoas, ingeria cápsulas com drogas para levar o produto para outros países.

Além das prisões, foram cumpridos mandados de busca e apreensão em Caucaia, na Região Metropolitana de Fortaleza, segundo informado pelo portal da TV Globo. As ordens foram expedidas pela 9ª Vara Federal de Campinas (SP), que também determinou a constrição de valores e bens dos investigados.

Aeroporto de Fortaleza foi utilizado para transportar as drogas

A PF aponta que o Aeroporto Pinto Martins era um dos utilizados pelo grupo para transportar as substâncias. Também estão nessa lista os das cidades de Campinas e Guarulhos, em São Paulo, e Corumbá, em Mato Grosso do Sul. Ainda conforme a PF, as drogas tinham com destino a Espanha, a França, a Itália e a Suíça.

As investigações iniciaram após um flagrante no Aeroporto de Viracopos, em Campinas, em 2023. Ao todo, 11 pessoas foram presas e diversas apreensões de drogas no Brasil e no exterior foram realizadas desde o início do processo.

A PF afirma ainda que a fase atual da operação visa identificar todos os envolvidos e desarticular as atividades transnacionais do grupo.

Os investigados vão responder por tráfico internacional de drogas e organização criminosa, crimes que podem somar mais de 35 anos de prisão.



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