PF desarticula grupo que emitiu 336 cartões de crédito da Caixa de forma fraudulenta

Mais de R$ 500 mil foram movimentados pela quadrilha

Escrito por Redação producaodiario@svm.com.br
29 de Agosto de 2025 - 09:03
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A Polícia Federal desarticulou um grupo criminoso que emitiu, de forma fraudulenta, 336 cartões de crédito da Caixa Econômica Federal mediante o uso de dados e documentos falsos. As investigações foram iniciadas a partir de comunicação feita pela Centralizadora de Segurança em Cartão de Crédito (Cecac).

Conforme informações da PF, na operação "Operação Cartão Família", um mandado foi cumprido em Fortaleza. 

Os limites dos cartões eram rapidamente esgotados em estabelecimentos comerciais suspeitos, distribuídos em diversos municípios do Ceará. Foram identificadas 86 contratações fraudulentas, no período de janeiro a abril de 2024, causando um prejuízo confirmado de R$ 637.738,54.

O núcleo central da organização se valia de alterações cadastrais para direcionar os cartões para um endereço familiar previamente definido, onde eram recebidos e desbloqueados com o auxílio de números de telefone vinculados a contas bancárias e chaves Pix. As investigações apontam também para a possível utilização de identidades falsas para ocultar a autoria das contratações.

Apreensões

Agente da PF com cartões apreendidos no chão
Legenda: Agente da PF com cartões apreendidos no chão
Foto: Divulgação/PF

Durante o cumprimento dos mandados de busca e apreensão na residência dos investigados, foram encontrados diversos celulares, chips de telefonia móvel, documentos de terceiros alheios à residência, cartões de crédito, cheques bancários e outros materiais que confirmam as suspeitas da investigação policial.

Os elementos reforçam a tese de que o núcleo familiar se utilizava de dados de terceiros para viabilizar a emissão fraudulenta de cartões de crédito, para realizar compras em estabelecimentos comerciais.

Os investigados poderão responder pelos crimes de estelionato contra a Caixa Econômica Federal, associação criminosa, falsidade ideológica, uso de documento falso e, eventualmente, lavagem de dinheiro. Somadas, as penas máximas podem ultrapassar 30 anos de reclusão.

As investigações continuam com a análise técnica e pericial do material apreendido, a fim de identificar outros possíveis envolvidos nos crimes e esclarecer por completo a cadeia de atuação da organização.



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