PF apreende barco de luxo e bloqueia R$ 40 milhões de suspeitos de esquema de importação irregular

Agentes públicos foram afastados. Polícia cumpre 27 mandados em cidades cearenses, em Salvador e Barueri (SP)

Escrito por Redação producaodiario@svm.com.br
11 de Setembro de 2025 - 10:04
capa da noticia

Um auditor fiscal, um perito credenciado perante a Receita Federal e empresários foram alvos de uma operação da Polícia Federal (PF) e da Corregedoria da Receita Federal, na manhã dessa quinta-feira (11). O grupo importava produtos de origem chinesa e cuidava da entrada irregular de mercadorias de prata, que eram classificadas de forma fraudulenta como bijuterias — resultando em expressiva redução da carga tributária.

São cumpridos 27 mandados de busca e apreensão nas cidades de Fortaleza, Aquiraz, Maranguape e Maracanaú, no Ceará, em Salvador, na Bahia. Há diligências ainda em Barueri (SP) e no recinto alfandegário do Aeroporto Internacional Pinto Martins, na capital cearense.

A Justiça Federal determinou o afastamento cautelar de agentes públicos envolvidos, o sequestro de veículos e de um barco de luxo, além do bloqueio de contas bancárias e criptoativos de mais de R$ 40 milhões.

Servidor da Receita no Aeroporto de Fortaleza foi monitorado

As investigações apontam que, entre 2020 e 2025, agentes públicos e empresários atuaram de forma articulada para fraudar a fiscalização aduaneira.

Segundo a Receita, as investigações ganharam peso a partir de denúncia anônima encaminhada ao Ministério da Economia, relatando possíveis irregularidades praticadas por servidor da Receita Federal no aeroporto de Fortaleza.

As apurações identificaram indícios de ocultação de bens e de atuação funcional irregular do servidor para favorecer importadoras, além de pagamentos realizados por empresas a este e a seus familiares.

Além da prática de corrupção ativa e passiva, que preveem penas de dois a 12 anos de reclusão, também foram constatadas condutas compatíveis com os crimes de descaminho, cuja pena varia de um a quatro anos, e de fraude à fiscalização tributária, com pena de dois a cinco anos.

Investigados movimentaram criptoativos em valores milionários

A investigação ainda revelou a manipulação de documentos periciais, enquadrando-se em falsidade ideológica, punida com até cinco anos de reclusão, e sofisticadas operações de lavagem de dinheiro, que podem resultar em penas de três a 10 anos de prisão, além de multa.

Os investigados se valeram de empresas de fachada, interpostas pessoas e da utilização de criptoativos em valores milionários para ocultar e dissimular a origem ilícita dos recursos obtidos com os crimes.



Você atingiu o limite de matérias gratuitas desse mês, adquira uma assinatura digital para desbloquear esta notícia e mais do melhor jornalismo local

Já é assinante? Entre com sua conta
Logo

Tenha acesso ilimitado ao maior portal de notícias do Nordeste

DN FREE

Crie uma conta gratuita e desbloqueie o conteúdo completo.
Gratuito
Acesse mais conteúdos de forma gratuita
Fique conectado às principais notícias e assuntos que movimentam o Nordeste
Explore conteúdos com credibilidade e mantenha-se sempre bem informado

DN MENSAL

Acesso ilimitado a todo conteúdo digital.
R$ 1200 /mês

Tudo do plano gratuito, e:

App Diário do Nordeste
Diário do Nordeste: Assinatura Digital
Diário do Nordeste: Assinatura Física

DN ANUAL

60 dias gratuitos. Acesso ilimitado a todo conteúdo digital.
R$ 12000 /ano

Tudo do plano gratuito, e:

Diário do Nordeste: Assinatura Digital

Teste Cartão Rede

Teste Cartão
R$ 1000 /mês

Tudo do plano gratuito, e:

Teste Limitação

Teste-teste
R$ 990 /mês

Tudo do plano gratuito, e:

Diário do Nordeste: Assinatura Digital

Precisa de Ajuda?

Entre em contato com a nossa central de atendimento: