'Não tem nada que possa apontar o motivo', diz delegado sobre assassinato de vereador em Camocim

Garçom foi preso em flagrante pelo crime. O proprietário do restaurante e um cliente também foram golpeados pelo suspeito

Matéria por  Messias Borges
29 de Abril de 2024 - 17:10
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Passadas 24 horas do assassinato do vereador por Camocim, César Veras (PSB), o diretor de Polícia Judiciária do Interior Norte, da Polícia Civil do Ceará (PCCE), Marcos Aurélio Elias de França, afirmou, em entrevista ao Diário do Nordeste, que "ainda não tem absolutamente nada que possa apontar qualquer motivo para ele (suspeito) fazer isso".

O garçom Antônio Charlan Rocha Souza foi preso em flagrante pelo crime, por uma composição do Comando de Policiamento de Rondas de Ações Intensivas e Ostensivas (CPRaio), da Polícia Militar do Ceará (PMCE). Segundo o delegado Marcos Aurélio, o suspeito tentou fugir de carro, para outra cidade, logo após o homicídio. Os policiais militares viram o veículo em alta velocidade e, mesmo sem saber do assassinato, decidiram realizar a abordagem ao automóvel. Antônio Charlan se entregou, confessou o crime e entregou o facão utilizado para golpear as vítimas.

César Veras tinha acabado de chegar a um restaurante, na orla de Camocim, quando foi golpeado com uma facada no pescoço, proferida por Antônio Charlan, no início da tarde do último domingo (28). O empresário Euclides Oliveira (proprietário do estabelecimento) e um cliente também foram golpeados, antes do suspeito fugir.

"Nós temos autoria e materialidade bem definidas, mas a motivação ainda é prematura falar. Ouvimos pessoas pela manhã de hoje, inclusive colegas de trabalho do suspeito. Ele trabalhava no restaurante há 13 anos. Ainda não tem absolutamente nada que possa apontar qualquer motivo para ele (suspeito) fazer isso", revela o diretor de Polícia Judiciária do Interior Norte.

Conforme Marcos Aurélio, as primeiras testemunhas não apontaram desentendimentos, brigas ou motivos para vingança entre suspeito e vítima. "O inquérito está começando agora, temos 30 dias, que são prorrogáveis por mais 30. As fontes socorridas ainda vão ser ouvidas, quando tiverem condições de saúde", apontou o delegado. 

Ao ser detido por policiais militares, Antônio Charlan Rocha Souza teria dito que "estava sendo perseguido por colegas de trabalho e clientes", segundo o investigador. Entretanto, em depoimento à Polícia Civil, o garçom falou que não lembrava o que aconteceu no restaurante. Ele não tinha histórico criminal.

O garçom teve a prisão em flagrante convertida em preventiva, durante audiência de custódia realizada, nesta segunda-feira (29), no 5º Núcleo Regional de Custódia e de Inquérito com sede em Sobral.

Câmeras flagraram ação criminosa

Imagens de câmeras de segurança mostram a ação do garçom que matou o vereador por Camocim César Veras, em um restaurante da cidade. No vídeo, é possível ver o parlamentar sentando em uma mesa, numa área ao centro do estabelecimento, junto da filha.

Veja vídeo:

Momentos após sentar-se, o político é atendido por um dos garçons, que se aproxima da mesa com o que parece ser um cardápio. Enquanto isso, outro funcionário, que estava numa parte ao fundo da imagem, vai até ele, por trás, e dá um golpe de faca no pescoço.

O autor da facada rapidamente vai em direção à outra mesa, onde estava sentado o dono do restaurante, Euclides Oliveira, e também o agride com a arma branca. Há uma correria entre os clientes, e o suspeito acerta um terceiro homem, antes de fugir.



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