Mulher é morta a tiros dentro da própria casa em residencial no Jangurussu

O Residencial José Euclides tem vivido rotina de expulsões de moradores e confrontos entre facções criminosas

Matéria por  Redação
16 de Março de 2024 - 11:45
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Uma mulher de 36 anos foi assassinada a tiros dentro do próprio apartamento, no Residencial José Euclides, no Jangurussu, em  Fortaleza. O caso aconteceu na noite dessa sexta-feira (15).

Um morador do condomínio, que terá sua identidade preservada, relatou ao Diário do Nordeste que a vítima atuava fazendo empréstimos na região. No entanto, não se sabe ainda se os crimes estão relacionados.

Ainda segundo esse morador, o apartamento da vítima fica ao lado da base fixa do Comando de Prevenção e Apoio às Comunidades (Copac) da Polícia Militar. "Nos últimos dias, houve uma escalada de violência com atentados e mortes quase diárias, em uma disputa pelo domínio territorial e pelo controle da economia e da população local", disse a fonte.

Em nota, a Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS) informou que a vítima não resistiu aos ferimentos e morreu no local. "Equipes da Polícia Militar do Ceará (PMCE), do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) da PCCE e da Perícia Forense do Estado do Ceará (Pefoce) estiveram no local colhendo indícios que auxiliarão nas investigações", afirmou a pasta.

A Polícia segue apurando o fato para identificar e capturar os autores do crime.

Escalada de violência

O Residencial José Euclides tem vivido momentos de terror por causa de conflitos entre organizações criminosas. Na última quinta-feira (14), moradores foram surpreendidos com o incêndio de um carro e dezenas de tiros efetuados por integrantes de uma facção, que atentaram contra rivais que dominam o tráfico de drogas no conjunto habitacional.

No dia, a reportagem apurou que a principal suspeita da Polícia é de a que a ação criminosa tenha sido promovida por uma facção carioca, já que o residencial é dominado por integrantes de uma facção cearense. Os confrontos entre os dois grupos na região são frequentes.

Na nota enviada sobre o homicídio desta sexta, a SSPDS afirmou que a Polícia Militar patrulha o Jangurussu "24 horas por dia", por meio do efetivo do 16º Batalhão Policial Militar, que conta com viaturas do Policiamento Ostensivo Geral (POG) e da Força Tática (FT), além de motopatrulhas.

Além disso, a autoridade de segurança ressaltou que a área conta com o reforço do Comando de Policiamento de Rondas de Ações Intensivas e Ostensivas (CPRaio) e do Comando de Policiamento de Choque (CPChoque).



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