Membro de facção é condenado a 23 anos de prisão por assassinar vítima em festa

Outros réus pelo crime ainda devem ser julgados.

Matéria por  Emanoela Campelo de Melo
30 de Novembro de 2025 - 07:00
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Um dos acusados pela morte de um homem que estava em uma festa em Fortaleza foi condenado na Justiça do Ceará. Klayver Silvino Dias recebeu como pena na última semana cumprir 23 anos, dois meses e 22 dias de prisão, inicialmente em regime fechado.

Mais três suspeitos foram denunciados pelo assassinato de Boniekson Cauan dos Santos Alves. O processo principal do caso foi desmembrado e Jocieudo Alves Costa da Silva, Miler Almeida de Oliveira e Matheus Lemos de Oliveira Vieira ainda devem passar pelo Júri Popular.

A vítima estava em um bar com amigos, em Fortaleza, quando foi surpreendida pelos tiros. A reportagem procurou a defesa do condenado, que optou por não se manifestar sobre a condenação.

Os quatro homens são acusados de integrar a facção criminosa Massa Carcerária. O ataque teria acontecido por motivo torpe a mando de chefes da organização na região do conjunto habitacional Maria Tomásia, no Jangurussu.

HOMICÍDIO QUALIFICADO

Os jurados do Conselho de Sentença do Tribunal Popular do Júri decidiram que Klayver é culpado pelo homicídio qualificado e que agiu com "extrema agressividade na execução do crime, em atividade típica de extermínio da vítima, em um momento de festa".

Klayver foi condenado a 19 anos pelo assassinato e o restante da pena devido ao crime de organização criminosa. 

Na sentença, o juiz também determinou que o réu pague danos morais "em favor dos ascendentes, descendentes e cônjuge ou companheiro(a) da vítima fatal, a quantia de R$ 13.500".

"O crime cometido por motivo torpe consiste em imposição de autoridade ou domínio por conta de rivalidade entre facções criminosas. Além disso, a ação teria sido cometida por meio de que possa resultar perigo comum, pois cometido em local aberto ao público. Finalmente, deve ser ainda considerada a qualificadora que dificultou ou impediu a defesa da vítima", de acordo com os magistrados da 6ª vara do Júri, na sentença de pronúncia.

PESSOAS ARMADAS NO BAR

O MP diz que acontecia uma festa no bar quando todos no local foram surpreendidos pela abordagem de um grupo com cinco homens armados. "As pessoas que estavam no bar, inclusive a vítima, correram e tentaram se proteger. Contudo, Boniekson Cauan restou por ser atingido. Após os disparos, os réus e os demais comparsas se evadiram do local. Os relatos preliminares foram no sentido de que os executores se encontravam em um veículo Corolla prata e em uma motocicleta".

A vítima foi socorrida por populares, mas não resistiu aos ferimentos e morreu. A Justiça também determinou que os réus continuem presos. 

 



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