Mães de vítimas de abuso sexual por parte de professor relatam terror: "não falava nada, só chorava"

O suspeito foi preso em Beberibe, nessa quarta-feira (15). As vítimas têm de seis a nove anos e estudam em uma escola particular da cidade

Matéria por  Redação
16 de Junho de 2022 - 16:38

Há suspeita que ele tenha feito outras vítimas desde 2018
Legenda: Há suspeita que ele tenha feito outras vítimas desde 2018
Foto: Schutterstock

"Ele fica passando as mãos nas minhas pernas". O trecho do relato feito por uma mãe conta parte do que a filha dela, de seis anos, vinha passando dentro do colégio, durante as aulas de inglês. O caso tomou repercussão nesta quinta-feira (16), após a Polícia Civil divulgar a prisão do professor suspeito de abusar sexualmente de, pelo menos, cinco crianças.

Em entrevista à TV Verdes Mares, as mães das vítimas recordaram os momentos nos quais souberam o que as filhas vinham passando. Uma delas conta que a filha não queria ir mais para as aulas de inglês.

De início, a mulher estranhou, "porque inglês era a matéria preferida da filha". Quando perguntou o motivo de não querer frequentar a aula, suspeitando que houvesse algo de errado, a criança revelou o que vinha acontecendo.

"Perguntei se ela não queria mais ir porque o professor era chato. Foi aí que ela disse. Mãe, é porque ele fica passando as mãos nas minhas pernas. Toda vez que vou mostrar a tarefa, com uma mão ele segura o caderno e com a outra pega na minha perna", disse.

ABUSOS ACONTECIAM DENTRO DA SALA DE AULA

Conforme a delegada titular de Beberibe, Anna Scotti, a prisão aconteceu nessa quarta-feira (15). A delegada diz que, segundo relatos dos pais das crianças, as vítimas disseram sentir desconforto em frequentar as aulas do professor.

A mãe de outra vítima conta que a filha chegou em casa chorando muito, o que a preocupou: "Ela não falava nada, só chorava. Depois de muita insistência foi que ela falou. Contou que o professor tinha beijado ela na boca".

A situação revoltou as famílias, que decidiram prestar Boletins de Ocorrência. A investigação teve início há quase 20 dias. A Polícia apontou que o homem, de 29 anos, cometia os crimes dentro da sala de aula e, em alguns casos, na frente de outros alunos.

"As investigações estão em curso, pois há indícios de que ele praticava esse crime há cerca de quatro anos em outras escolas, bem como em uma academia, local onde atualmente ele também dá aulas de jiu-jitsu", disse a Polícia Civil.

Segundo Anna Scotti, a Delegacia de Beberibe está preparada para receber novos relatos e dar prosseguimento à investigação. A população pode contribuir com as investigações repassando informações por meio do telefone (85) 3338-2590.



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