Mãe e filha idosas morrem em incêndio residencial em Fortaleza

Vítimas foram identificadas como Maria Ocilma Rodrigues e Maria Ilza Rodrigues

Matéria por  Felipe Mesquita
26 de Outubro de 2022 - 08:28
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Mãe e filha morreram em um incêndio residencial na madrugada desta quarta-feira (26), no bairro Aldeota, em Fortaleza. As vítimas foram identificadas como Maria Ilza Rodrigues, de 79 anos, e Maria Ocilma Rodrigues, 59, que moravam no 4º andar do Edifício Catarina Ribeiro. 

As duas mulheres são aposentadas, sendo uma delas do Tribunal Regional do Trabalho (TRT), e moravam sozinhas. O tenente-coronel Giuliano, do Corpo de Bombeiros, informou que uma entrou em óbito por inalação da fumaça e a outra foi carbonizada. 

Giuliano alertou que o prédio não possui Certificado de Conformidade válido e o sistema preventivo de incêndio não funcionou durante o combate às chamas. Apesar da intensidade, o fogo foi confinado dentro do apartamento, ou seja, não atingiu imóveis vizinhos. 

"Infelizmente, o prédio não tem certificado de conformidade no prazo de validade. Os preventivos dele não funcionaram durante o combate, por isso nós optamos por utilizar os nossos próprios equipamentos. Ainda assim, agimos com brevidade, conseguimos preservar a estrutura do prédio", frisou o bombeiro. 

Causa do fogo

A Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS) disse em nota que as causas do incêndio serão investigadas pela Polícia Civil (PC-CE) com auxílio da Perícia Forense do Ceará (Pefoce). 

Segundo a Pefoce, o Núcleo de Perícia Externa (Nupex) realizou os primeiros levantamentos para subsidiar a apuração do caso. Outra equipe do Núcleo de Perícias de Engenharia Legal do Meio Ambiente (Npelm) fez exames complementares no local nesta manhã. 

O laudo técnico será enviado para a PC-CE no prazo de 30 dias. "Vamos passar por um estudo do local para poder identificar algum tipo de natureza do incidente, se foi acidental ou não, se foi proposital ou de natureza termoelétrica", destacou o perito Werisson Tavares. 

Inspeção do imóvel

Logo após o ocorrido, a Defesa Civil de Fortaleza comunicou que não tinha realizado a vistoria interna do apartamento por conta da fumaça e da alta temperatura do ambiente. Já na área externa, no entanto, o órgão afirmou que "não foi visualizada nenhuma manifestação patológica que comprometa a estrutura do prédio". 

Já pela tarde, a Defesa Civil conseguiu efetuar a vistoria no apartamento e não identificou nenhum risco de desabamento. "O condomínio informou que já contratou um engenheiro que irá amanhã para fazer um laudo mais detalhado", concluiu, em nota.

 

 



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