Justiça mantém prisão de dona de loja de luxo acusada de fazer empréstimos nos nomes de clientes

O caso aconteceu em Juazeiro do Norte. Vítimas relatam empréstimos bancários que, juntos, somam mais de R$ 1 milhão

Matéria por  Redação
14 de Maio de 2024 - 14:33
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Cícera Marciana Cruz da Silva, 45, presa nessa segunda-feira (13), suspeita de aplicar golpes contra clientes de uma loja de móveis de luxo e de uma clínica de reabilitação, passou por audiência de custódia nesta terça (14) e seguirá em cárcere. O Juízo do 1º Núcleo de Custódia e de Inquérito verificou que a prisão é legal e está regular.

Cícera, conhecida como Ana Cruz, estava foragida há oito meses quando foi capturada, em Juazeiro do Norte. Segundo as investigações, a mulher fazia empréstimos nos nomes dos clientes dos estabelecimentos, e foi denunciada pelo Ministério Público do Ceará (MPCE) pelos crimes de estelionato, lavagem de dinheiro e associação criminosa.

Na denúncia, o MPCE informou que a mulher, bem como outros suspeitos do grupo criminoso, se apropriavam dos dados cadastrais dos clientes para dar entrada em empréstimos e deixar as vítimas com débitos em seus nomes nas agências bancárias — uma delas teve 11 contratos de financiamento abertos no valor de R$ 517 mil.

Além da mulher, a Polícia investiga outros três suspeitos, que estão foragidos: Iorlando Silva Freitas, Irineide Beserra Bragara e Marcelo Sousa Miranda. Laynnara Pereira Gonçalves, responsável por captar as vítimas, foi presa em setembro do ano passado.

Relembre o caso

Proprietários da loja Maison Móveis e Decoração, em Juazeiro do Norte, na região do Cariri, foram investigados pela Polícia Civil pela suspeita de usarem dados de clientes para aplicação de golpes milionários. Uma vendedora do estabelecimento, que seria a responsável pela captação das informações das vítimas, foi presa em setembro de 2023.

O caso chegou ao conhecimento da Polícia Civil por meio de boletins de ocorrência registrados por ao menos cinco das vítimas, que relataram empréstimos bancários de mais de R$ 1 milhão em seus nomes para compra de imóveis.

Laynnara Pereira, a vendedora presa no ano passado, se apossava dos dados dos clientes sob o argumento de que precisava de uma quantidade mínima de informações cadastrais para bater a meta mensal da empresa.



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