Investigação da Polícia Militar conclui que PMs mataram jovem Mizael em "legítima defesa"

Adolescente de 13 anos foi morto no dia 1º de julho em Chorozinho durante intervenção policial. CGD indiciou policial por homicídio

Matéria por  Felipe Mesquita
08 de Outubro de 2020 - 18:47
capa da noticia

Pouco mais de três meses depois da morte de Mizael Fernandes da Silva, de 13 anos, o Inquérito Policial Militar (IPM) concluiu que os dois PMs mataram o adolescente em "legítima defesa própria e de terceiros". A investigação foi concluída no dia 24 de agosto deste ano, mas estava sob sigilo de Justiça até o último dia 29 de setembro.

O sargento Enemias Barros da Silva e o soldado Luiz Antônio de Oliveira Jucá eram investigados pelo homicídio do menor de idade, que foi morto no dia 1º de julho dentro de casa no município de Chorozinho, na Região Metropolitana de Fortaleza (RMF).

À época do crime, a família contou que os PMs invadiram e ordenaram que todos se retirassem da residência. Mizael morreu com disparos de arma de fogo enquanto dormia no quarto, segundo familiares.

Já a Polícia Militar concluiu que os policiais efetuaram os disparos porque a vítima teria se negado a soltar o revólver que portava durante a intervenção.

"Após análise minuciosa das diligências realizadas e dos resultados obtidos, chego à conclusão que suas condutas encontram-se amparadas pela excludente de ilicitude prevista no Art.42, II, do CPM - legítima defesa própria e de terceiros", ressalta o encarregado do IPM, tenente-coronel Paulo André Pinho Saraiva.

A conclusão do Inquérito Policial Militar revoltou a família de Mizael. “Claro que eles iam concluir que era legítima defesa. Vamos para a investigação, para as perícias da DAI, A Polícia Militar não ouviu nenhuma testemunha chave, que sou eu, meu marido, meu filho e meu tio”, alega Lizângela Rodrigues.

CGD indiciou policial por homicídio

Por outro lado, a investigação paralela da Controladoria Geral de Disciplina dos Órgãos de Segurança Pública e Sistema Penitenciário (CGD) sobre o caso resolveu indiciar Enemias Barros da Silva por homicídio e fraude processual.

Além dele, outros dois PMs também foram indiciados por adulterarem a cena do crime junto com o sargento. O órgão repassou essa informação no dia 25 de setembro.

Em nota, o Ministério Público do Ceará (MPCE) afirma que está "analisando o caso e se manifestará em breve". Também procurada pela reportagem, a Polícia Militar não deu retorno até a veiculação deste conteúdo.



Você atingiu o limite de matérias gratuitas desse mês, adquira uma assinatura digital para desbloquear esta notícia e mais do melhor jornalismo local

Já é assinante? Entre com sua conta
Logo

Tenha acesso ilimitado ao maior portal de notícias do Nordeste

DN FREE

Crie uma conta gratuita e desbloqueie o conteúdo completo.
Gratuito
Acesse mais conteúdos de forma gratuita
Fique conectado às principais notícias e assuntos que movimentam o Nordeste
Explore conteúdos com credibilidade e mantenha-se sempre bem informado

DN MENSAL

Acesso ilimitado a todo conteúdo digital.
R$ 1200 /mês

Tudo do plano gratuito, e:

App Diário do Nordeste
Diário do Nordeste: Assinatura Digital
Diário do Nordeste: Assinatura Física

DN ANUAL

60 dias gratuitos. Acesso ilimitado a todo conteúdo digital.
R$ 12000 /ano

Tudo do plano gratuito, e:

Diário do Nordeste: Assinatura Digital

Teste Cartão Rede

Teste Cartão
R$ 1000 /mês

Tudo do plano gratuito, e:

Teste Limitação

Teste-teste
R$ 990 /mês

Tudo do plano gratuito, e:

Diário do Nordeste: Assinatura Digital

Precisa de Ajuda?

Entre em contato com a nossa central de atendimento: