Golpe das Lembrancinhas que fez dezenas de vítimas no Ceará é investigado pela Polícia Civil

O prejuízo das vítimas varia de R$ 100 a R$ 375. Há vítimas de Fortaleza e do Interior

Matéria por  Redação
13 de Julho de 2024 - 19:00
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Entre entregas incompletas e o sumiço do vendedor, a compra de lembrancinhas pela internet pode ter feito dezenas de pessoas no Ceará caírem em um golpe. A Polícia Civil (PC-CE) investiga o caso.

O Diário do Nordeste recebeu evidências de pelo menos 14 vítimas que prestaram Boletim de Ocorrência (BO) contra o suspeito. No entanto, um grupo do WhatsApp já tem 26 vítimas do crime, que ficou conhecido entre elas como 'Golpe das Lembrancinhas'.

O prejuízo das vítimas varia de R$ 100 a R$ 375. Há vítimas de bairros de Fortaleza, como Barra do Ceará, Jóquei Clube e Mondubim, e até do Interior do Estado, como do Município de Orós. 

R$ 375
foi pago por uma mulher para o suspeito, por um Kit Personalizado. Ela transferiu R$ 100 e, depois, mais R$ 275. Desde 26 de junho deste ano, a vítima não obtém respostas do vendedor.

As encomendas foram feitas entre março e junho, e os compradores esperavam receber até julho - quando o vendedor desapareceu. Neste mês, as vítimas resolveram denunciar o caso à Polícia Civil.

Em nota, a Polícia Civil informou que "apura as circunstâncias de um crime de estelionato, comunicado por meio de Boletins de Ocorrência (BO). As diligências ocorrem com a finalidade de apurar os detalhes desse crime".

O Diário do Nordeste tentou contato com o advogado da empresa, mas não obteve retorno. 

Promoções pelas redes sociais

A técnica de enfermagem Meire da Silva, de 30 anos, foi uma vítima do Golpe das Lembrancinhas. Ela e outas vítimas foram atraídas por promoções "de encher os olhos" publicadas na rede social Instagram.

"Todos os dias, ele anunciava mais de dez promoções 'de encher os olhos' de bolsas personalizadas para festas, principalmente festa infantil. Ele passava muita confiança, mostrava os 'feedbacks' (mensagens de retorno), mostrava o caminho até onde era a suposta fábrica, o ateliê com as costureiras", revela.

Meire afirma que os pedidos tinham que ser feito com antecedência de cerca de três meses, e muitas pessoas compraram as lembrancinhas para receber em julho. Entretanto, ao chegar no mês, o vendedor sumiu sem entregar o produto por completo.

A técnica de enfermagem ainda recebeu uma parte das bolsas que encomendou, mas os produtos ainda foram entregues com a estampa diferente do que ela solicitou. Segundo a vítima, a qualidade das bolsas também é insatisfatória.



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