Funkeiro suspeito de promover líder de facção criminosa do Ceará é preso no Rio de Janeiro

MC Alexandre Fabuloso criava músicas exaltando atuação de grupo chefiado por Francisco Cilas de Moura Araújo, o ‘Mago Caucaia’

Matéria por  Redação
02 de Novembro de 2020 - 09:14
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Foi preso no Rio de Janeiro, na madrugada de domingo (1º), um funkeiro suspeito de compor músicas para exaltar a atuação do líder de uma facção criminosa do Ceará. A captura de Alexandre Magno Rodrigues Vieira, o MC Alexandre Fabuloso, foi resultado de uma ação integrada entre as Polícias Civil do Ceará (PCCE), do Rio de Janeiro (PCRJ) e Rodoviária Federal (PRF).

O MC estava a caminho do município de Juiz de Fora, na Zona da Mata de Minas Gerais, onde faria um show, quando foi interceptado na BR-040. A força-tarefa cumpriu mandado expedido pela Vara de Delitos de Organizações Criminosas do Tribunal de Justiça do Ceará (TJCE), e a PCCE realiza tratativas para transferir o preso para o Estado. 

Em um dos vídeos divulgados em redes sociais, o funkeiro saúda Francisco Cilas de Moura Araújo, o “Mago de Caucaia”, um dos homens mais procurados do Ceará, capturado dia 7 de julho deste ano, no Piauí. Protagonista de um dos “salves” compostos pelo MC, Cilas liderava uma organização criminosa atuante na Região Metropolitana de Fortaleza, e tinha mandados de prisão em aberto por homicídio, tráfico de drogas, associação para o tráfico, associação criminosa e porte ilegal de arma de fogo. 

Além do nome do chefe de organização criminosa, as letras de “MC Fabuloso” enalteciam ataques à Polícia e incentivavam a prática de homicídios contra membros de grupos rivais. “Nós tá cheio de ódio do estado. Terror do Ceará é nós, não tem jeito. Tropa do Mago Caucaia, é o crime organizado”, diz uma das letras.

"Ele mandava recados para lideranças da organização criminosa que atua no Ceará. É uma prisão importante, porque no momento em que um indivíduo que tem uma legião de seguidores nas redes sociais influencia adolescentes e jovens, enaltecendo ações violentas, contribui muito para o crescimento da violência nas cidades brasileiras", pontua Alceu Viana, delegado-adjunto da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco).

O delegado complementa, ainda, que "essa prisão representa um golpe na glamourização que existe a respeito do crime e as organizações criminosas", e que quem incita ou promove a violência, atribuindo a ela um "status" positivo, também comete crime.

A “tropa do Mago Caucaia” incluía como um dos principais membros Alban Darlan Batista Guerra, conhecido apenas como 'Darlan', morto em um confronto com policiais civis do Rio de Janeiro no dia 31 de julho deste ano.



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