Empresário que matou bombeira civil em colisão de trânsito vai a júri popular por homicídio

Ele também será julgado por tentativa de homicídio contra o namorado da vítima, que ficou gravemente ferido

Matéria por  Redação
17 de Junho de 2024 - 11:10
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O empresário Roberto Ayrton Bezerra Ramos, de 53 anos, réu por matar a bombeira civil Hanna Moreira dos Reis, 24, e tentar matar o namorado dela, de 28 anos, vai a júri popular após a Justiça acatar pedido do Ministério Público do Estado do Ceará (MPCE). 

O MPCE denunciou o empresário pelo atropelamento do casal, que estava em uma motocicleta, após uma discussão de trânsito no bairro Varjota, em Fortaleza, em junho do ano passado. A ação resultou na morte de Hanna, que estava na garupa da moto, e deixou o condutor gravemente ferido. 

empresário virou réu, na Justiça Estadual, por homicídio triplamente qualificado (por motivo fútil, perigo comum e recurso que dificultou ou impossibilitou a defesa da vítima) e tentativa de homicídio.

Ele foi preso no mesmo mês do atropelamento, mas acabou solto em dezembro passado após a Justiça acatar o pedido de revogação da prisão preventiva, mediante o cumprimento de medidas cautelares, como o uso de tornozeleira eletrônica, pelo prazo de um ano. A Justiça também determinou que ele tivesse o passaporte recolhido, a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) suspensa, não mantivesse qualquer contato com a vítima sobrevivente e nem se ausentasse de Fortaleza sem comunicar à Justiça.

Relembro o caso

O caso aconteceu na manhã do dia 15 de junho de 2023. Na ocasião, Roberto Ayrton teria se desentendido com as vítimas nas proximidades de um shopping no bairro Papicu em virtude de uma manobra arriscada feita pelo acusado ao desviar de uma poça de lama.

Conforme o MPCE, o empresário discutiu com o condutor da motocicleta e, algumas ruas depois, já na Varjota, jogou intencionalmente o carro dele contra a motocicleta, imprensando o casal contra veículos estacionados na rua. Câmeras de segurança no local do atropelamento captaram, ainda, que o denunciado não prestou socorro. 



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