De 'bicheiros' presos a facção no controle das bancas: como o jogo do bicho se reconfigurou no Ceará

Em 2008, a Polícia Federal desarticulou o 'Bando Paratodos'. Agora, a Polícia Civil ataca esquema do 'monopólio do jogo do bicho'

Escrito por Emanoela Campelo de Melo emanoela.campelo@svm.com.br
27 de Outubro de 2022 - 06:00
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Legenda: A contravenção penal se reconfigurou e agora está sob a proteção da alta cúpula de uma organização criminosa carioca, conforme os investigadores.
Foto: Arquivo

Quatorze anos separam uma operação da Polícia Federal que pôs fim às atividades do grupo Paratodos e a operação da Polícia Civil do Ceará para desarticular esquema do 'monopólio do jogo do bicho'. O que antes se tratava de um crime contra o sistema financeiro, agora está estritamente ligado às facções criminosas.
 
Em outubro de 2008, a PF deflagrou a Operação Arca de Noé e prendeu empresários. Ali, era o capítulo mais sombrio da empresa que controlou o jogo do bicho no Estado durante 30 anos. Fonte de dentro da Segurança Pública do Ceará afirma que 'jogo do bicho' nunca deixou de existir em nível local. A contravenção penal se reconfigurou e agora está sob a proteção da alta cúpula de uma organização criminosa carioca, conforme os investigadores.
 
No último dia 13 de outubro, a PCCE prendeu empresários, gerentes e um advogado sob suspeita de extorsão, organização criminosa e lavagem de dinheiro. Pelo menos R$ 1 milhão, por mês, era repassado de uma banca à facção, sob acordo que os criminosos ordenaram o encerramento do funcionamento das concorrentes nas periferias do Estado.

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