Após invadir conta de policial federal, falso servidor da CGU é preso em casa de luxo no Eusébio

Homem foi preso durante a operação 'Nunca será', da Polícia Federal

Matéria por  Redação
07 de Maio de 2024 - 09:34
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Um homem foi preso no Eusébio, na Região Metropolitana de Fortaleza (RMF), após acessar sistemas governamentais de forma indevida e falsificar identidade para obtenção de vantagens ilícitas, fingindo fazer parte da Controladoria Geral da União (CGU). A ação ocorreu durante a operação 'Nunca será', da Polícia Federal, deflagrada nesta terça-feira (7).

Segundo a PF, as investigações tiveram início após um agente do órgão ter a conta invadida na plataforma GOV.BR. Ao todo, dois mandados de busca e apreensão e um de prisão preventiva expedidos pela 12ª Vara Federal da Seção Judiciária do Estado do Ceará foram cumpridos. 

Documentos encontrados em residência foram apreendidos pela PF
Legenda: Documentos encontrados em residência foram apreendidos pela PF
Foto: reprodução/Polícia Federal

Os acessos violaram diversos sistemas vinculados ao sistema do governo, deixando um rastro de dados fornecidos para a investigação. Assim, então, chegaram à identidade de um indivíduo residente em um condomínio de luxo no Eusébio, município cearense. 

Conforme as informações obtidas durante a investigação, ficou claro que ele, ainda sem identidade revelada, se apresentava falsamente no próprio condomínio com os dados qualificativos de um auditor da CGU. 

Empréstimos

As suspeitas também são de que ele havia utilizado os dados de outro servidor da CGU para realizar empréstimos. Além disso, o homem ainda possuía diversos documentos de servidores da CGU, CVM e Ministério da Agricultura, o que evidenciaria uma prática de obtenção de vantagens indevidas.

Em nota, a PF aponta que o homem pode responder, em tese, "pelos crimes de Invasão de dispositivo informático e uso de documento falso, com penas somadas de até 11 anos de prisão, sem prejuízo da descoberta de outros crimes mais graves praticados, a partir da análise do material digital apreendido". Apesar da prisão, as investigações devem continuar com análise do material apreendido.



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