Advogada que levou bilhetes para presos da GDE no Cariri é solta em audiência de custódia

Ela será monitorada por tornozeleira, após ser flagrada com papéis com orientações sobre crimes para dos internos

Matéria por  Matheus Facundo
07 de Junho de 2024 - 14:30
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A advogada presa na Unidade Prisional Regional do Cariri por levar bilhetes com informações criminosas para dois internos da facção Guardiões do Estado (GDE) foi solta nesta sexta-feira (7) em audiência de custódia. Ela ficará em prisão domiciliar e será monitorada por tornozeleira eletrônica. 

A decisão foi tomada em sessão no 1º Núcleo Regional de Custódia e de Inquérito em Juazeiro do Norte. Durante a audiência, foi homologada a prisão em flagrante de Ana Vitória Garcia Leite Fernandes, que teve decretada a prisão preventiva, substituída pela domiciliar logo após.

O caso ocorreu nessa quinta-feira (6), quando a advogada se encaminhava para realizar atendimentos. Ela foi flagrada por policiais penais com papéis que continham orientações e informações sobre tráfico de drogas na região caririense. 

Em nota nesta sexta, a Ordem dos Advogados do Brasil - Secção Ceará (OAB-CE) informou que acompanha o caso por meio das comissões de Direito Penal e de Prerrogativas da OAB Subseção Juazeiro do Norte, "prezando sempre pela garantia da legalidade da prisão e também que a acusada tenha assegurado o direito à ampla defesa e ao contraditório". 

"Informamos que, em caso de infração ao código de ética, a OAB tem o dever de abrir um processo disciplinar no Tribunal de Ética e Disciplina (TED) e que, por força de Lei nº 8.906/94 (Estatuto da Advocacia e da Ordem dos Advogados do Brasil), não presta informações sobre andamento de processos disciplinares por conta do sigilo que lhe é imposto pelo §c2º do art. 72 do mesmo Estatuto, só tendo acesso às suas informações às partes, seus defensores e a autoridade judiciária competente", diz a Ordem. 

Presos serão investigados 

Ana Vitória tentava passar as informações aos internos João Marcelo Lopes de Oliveira e Cícero Feitosa da Silva, faccionados da GDE. Os presos responderão administrativamente e ainda serão investigados pelas autoridades policiais. 

O bilhete mencionava a comercialização de drogas em cidades do Cariri e falava sobre a divisão de dinheiro gerado a partir do tráfico dos entorpecentes. Os papéis ainda continham outros direcionamentos criminosas e mencionava diversos nomes. 

 



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