Wagner sobre se aliar a Roberto Cláudio em 2026: 'Não temos problema em conduzir um processo juntos'

O presidente do União Brasil no Ceará relata que a aproximação começou após as eleições de 2022, devido "à grande preocupação com a hegemonia do PT"

Matéria por  Ingrid Campos
08 de Novembro de 2024 - 07:00
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Finalizadas as eleições municipais de 2024, o presidente estadual do União Brasil, Capitão Wagner, comentou a pretensão de manter a recente parceria com o ex-prefeito de Fortaleza, Roberto Cláudio (PDT), para 2026. Devido à larga trajetória política de ambos – e da pouca idade de outras lideranças da direita – ele avaliou a possibilidade de conduzirem juntos o processo de escolha de candidaturas no próximo pleito e até de comporem uma mesma chapa majoritária. A declaração ocorreu na live PontoPoder desta quinta-feira (7).

Wagner relatou, ainda, que o processo de aproximação começou após as eleições de 2022, devido "à grande preocupação com essa hegemonia do PT", contra a qual trabalharam no segundo turno em Fortaleza, em 2024. O momento concretizou uma aliança, ainda que esta não tenha sido vitoriosa. Nesse processo de unificação, Roberto foi convidado a integrar o União Brasil, mas decidiu seguir no PDT por ora. 

"Hoje, a gente tem uma relação muito harmoniosa, acredito que não teremos problema não só em conduzir um processo juntos como em montar uma chapa. Não sei se o meu nome e do Roberto são os mais interessantes em 2026. Talvez hoje, por conta dos últimos resultados eleitorais – Roberto foi prefeito por oito anos, eu quase fui –, o pessoal vê logo a gente, mas talvez surjam outros nomes nesse processo que a gente vai ter até 2026", diz Capitão Wagner.

O deputado estadual e presidente do PL Ceará, Carmelo Neto, e o deputado federal e presidente do PL Fortaleza, André Fernandes, ainda não têm idade para concorrer a governador (30 anos) ou a senador (35 anos). O primeiro tem 23 anos e o segundo, 26. 

Reorganização da oposição

Wagner também comentou sobre a necessidade de o bloco de oposição agregar forças e estabelecer uma coordenação horizontal para comportar diversos expoentes de contraste dos governos petistas. Da parte do União Brasil, a tendência é filiar mais nomes de oposição no biênio que se inicia, consolidando uma posição partidária no Estado diferente da adotada em Brasília.

"O grupo de oposição a quem está no poder hoje, que envolve o PL, o União Brasil, o grupo do Roberto Cláudio, que hoje está no PDT, mas a gente não sabe se segue lá, precisa ter uma unidade de ações para em 2026 a gente chegar forte e poder formar uma chapa competitiva. [...] Se não construirmos essa unidade até 2026, vai ficar muito fácil a vida do PT", avalia.



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