Vereadores de Fortaleza aprovam título de cidadão para general que defendeu atos antidemocráticos

André Luiz Ribeiro Allão considerou ocupação da sede do Comando da 10ª Região Militar como “justa”

Matéria por  Redação
16 de Maio de 2024 - 12:49
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A Câmara Municipal de Fortaleza (CMFor) aprovou, na sessão desta terça-feira (16), a concessão do título de cidadão fortalezense ao general André Luiz Ribeiro Campos Allão, comandante da 10ª Região Militar do Exército, que em 2022 declarou atuar para proteger responsáveis pelas manifestações golpistas que questionavam a legitimidade do processo eleitoral na frente da sede do Comando.

A proposição aprovada pelos parlamentares da CMFor foi protocolada pelo vereador Germano He-Man (Mobiliza), que justificou a relevância da homenagem pela trajetória profissional do militar e pelo “reconhecimento aos valorosos serviços prestados”. 

A matéria legislativa, entretanto, foi alvo de críticas da vereadora Adriana Gerônimo (PSOL), que pediu para discutir a votação pela honraria. “O general André Luiz Ribeiro assumiu publicamente, a partir de vídeos que veicularam na imprensa local e nacional, apoio aos fascistas que ocuparam quartéis em atos antidemocráticos que a gente infelizmente teve que conviver”, frisou.

Gerônimo e o vereador Gabriel Aguiar (PSOL) foram os únicos membros do Parlamento que se posicionaram de maneira contrária à condecoração a ser concedida a Allão.

Homenagem ao general foi proposta pelo vereador Germano He-Man
Legenda: Homenagem ao general foi proposta pelo vereador Germano He-Man
Foto: Reprodução / Exército Brasileiro

Em um vídeo que circulou nas redes sociais na época, o futuro homenageado discursou em um evento no Hospital Geral Militar de Fortaleza, localizado na Aldeota. “Aqui em Fortaleza, na frente da 10ª Região Militar, eu tenho atuado, juntamente com a governadora, com a Prefeitura, com as secretarias, órgãos de segurança pública, para que essas pessoas sejam protegidas”, disse o militar no registro. 

“Toda manifestação ordeira e pacífica é justa. Não interessa o que ela pede. Ela é justa”, argumentou o general na oportunidade na qual as cenas foram gravadas. 

No entendimento dele, seria sua prerrogativa a proteção dos envolvidos nos atos, independentemente de determinações como as que o Poder Judiciário havia feito. “Tenho a responsabilidade, como comandante, de trabalhar para que quem vá à frente da 10ª Região Militar seja protegido, ainda que exista ordem de outros poderes no caminho contrário. O mal vai ser vencido com o bem”, completou. 



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