Vereadora passa mal em meio à discussão sobre feriado para Dom Adélio Tomasin em Quixadá

Mônica Pelegrini e Jackson Perigoso divergiram sobre o assunto, levando o debate ao ápice

Matéria por  Ingrid Campos
16 de Outubro de 2025 - 20:11
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A vereadora Mônica Pelegrini (PT), de Quixadá, passou mal durante a sessão de quarta-feira (15) na Câmara Municipal e precisou de atendimento médico após bate-boca com outro parlamentar.

A confusão teve como objeto um projeto que cria um feriado na cidade em 30 de setembro para homenagear Dom Adélio Tomasin. Mônica e o vereador Jackson Perigoso (PSB) divergiram sobre o assunto, levando o debate ao ápice. 

O presidente da Câmara, Luiz Neto (PSD), mencionou a existência de uma lei municipal que limita o número de feriados em vigência na cidade, o que poderia inviabilizar a aprovação da proposta em questão. Ele sugeriu, então, alterar a legislação para acomodar mais dispositivos do gênero. 

Em complemento à fala do colega, Jackson Perigoso lembrou que já havia proposto a criação do novo feriado, mas em 11 de fevereiro, substituindo o Dia da Nossa Senhora Rainha do Sertão, que dá nome ao santuário criado pelo religioso. 

"Dom Adélio é maior que o santuário. À época, foi criado o feriado quando ainda podia, mas hoje não pode. A gente não pode ter um desgaste político porque na hora que a gente criar o feriado aqui, o Ministério Público pode entrar com uma ação para declarar essa lei inconstitucional”, observou o parlamentar. 

Mônica rebateu: “Tirar o nome da santa para trocar um feriado desse? Eu não acredito nisso. Uma coisa não tem nada a ver com a outra. [...] Vai trocar a fé agora?”.

Enquanto a vereadora falava, Jackson disse que ninguém sugeriu isso e pediu para a colega “parar de mentir”. Ela reagiu imediatamente, dizendo para ele não cortar a sua fala, bastante exaltada. “Isso é violência! O sr. já me violentou muito nesta Casa”, protestou.

Na mesma data, ela usou as redes sociais para comentar o assunto. "O que deveria ser um debate de ideias e respeito virou um ato de intolerância e violência. Tive minha fala cortada, fui desrespeitada, hostilizada e acabei passando mal, chegando a desmaiar e ser levada ao pronto-socorro. Isso não é política. Isso é violência", afirmou.

Jackson não se pronunciou nos seus perfis nas redes sociais sobre isso. O PontoPoder não localizou o vereador. O espaço segue aberto para manifestações. 



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