Valdemar Costa Neto é preso pela PF por porte ilegal de arma

Presidente do PL foi um dos alvos de operação que mira aliados de Jair Bolsonaro

Matéria por  Redação
08 de Fevereiro de 2024 - 11:27
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O presidente do Partido Liberal (PL), Valdemar Costa Neto, foi preso pela Polícia Federal (PF) nesta quinta-feira (8), por porte ilegal de arma de fogo. A informação foi divulgada pela CNN Brasil e pelo jornal O Globo

Ele era um dos alvos de busca e apreensão da Operação Tempus Veritatis, que investiga organização criminosa responsável por tentativa de golpe de Estado para manter Jair Bolsonaro (PL) na Presidência após a derrota nas eleições de 2022. Durante a ofensiva, Costa Neto foi flagrado com uma arma com registro irregular

A operação prendeu, também, os ex-assessores de Bolsonaro, Filipe Martins e Marcelo Câmara.

Além de quatro mandados de prisão preventiva, a PF cumpre 33 mandados de busca e apreensão, e 48 medidas cautelares diversas da prisão, que incluem a proibição de manter contato com os demais investigados, proibição de sair do País, com entrega dos passaportes no prazo de 24 horas, e suspensão do exercício de funções públicas.

As medidas judiciais foram expedidas pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Há cumprimento de mandados no Ceará e nos estados do Amazonas, Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Espírito Santo, Paraná, Goiás e no Distrito Federal.

Nesta fase, segundo a PF, as apurações apontam que o grupo investigado se dividiu em núcleos de atuação para disseminar a ocorrência de fraude nas eleições de 2022, antes mesmo do pleito, para viabilizar e legitimar uma intervenção militar. A dinâmica, conforme a PF, era "de milícia digital".

Como o grupo agiu

A investigação da PF identificou que o primeiro eixo de atuação do grupo criminoso consistiu na construção e propagação da versão de fraude nas eleições de 2022, com "disseminação falaciosa de vulnerabilidades do sistema eletrônico de votação". O discurso, cita a PF, era reiterado pelos investigados desde 2019 e persistiu mesmo após os resultados do segundo turno das eleições presidenciais.

O segundo eixo de atuação consistiu na prática de atos para subsidiar a abolição do Estado Democrático de Direito, através de golpe de Estado, com apoio de militares com conhecimentos e táticas de forças especiais no ambiente politicamente sensível.

O Exército acompanha o cumprimento de alguns mandados pela PF. Os fatos investigados configuram, em tese, crimes de organização criminosa, abolição violenta do Estado Democrático de Direito e golpe de Estado.



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