Toffoli atende PGR e reabre investigação sobre hostilidades a Moraes em Roma

Empresário acusado do crime já foi ouvido, mas o MP quer saber se ele manipulou o vídeo e espalhou uma versão editada no WhatsApp

Matéria por  Diário do Nordeste / Estadão Conteúdo
22 de Março de 2024 - 05:41
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O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta quinta-feira (21) que a Polícia Federal (PF) ouça novamente o empresário Roberto Montovani no inquérito que apura os atos de hostilidade contra o ministro Alexandre de Moraes e familiares dele no Aeroporto de Roma, na Itália, no ano passado. 

Toffoli atendeu ao pedido de complementação das investigações feito pela Procuradoria-Geral da República (PGR). O empresário já prestou depoimento, mas o Ministério Público quer saber se ele manipulou o vídeo do entrevero e espalhou uma versão editada no WhatsApp.

As suspeitas surgiram depois que a PF periciou o celular do empresário. "A ilustre autoridade policial identificou mensagem em que o episódio investigado é narrado de maneira distorcida da realidade, o que pode indicar o compartilhamento de conteúdo de vídeo gravado na ocasião e posteriormente manipulado para retratar um cenário fantasioso", apontou a PGR.

A Polícia Federal já havia dado o caso como encerrado e apresentado as conclusões do inquérito. Agora, Toffoli determinou a "complementação" da investigação, o que, na prática, reabre a fase de diligências.

Crime de injúria real

No relatório final, a PF concluiu que o empresário Roberto Mantovani cometeu o crime de "injúria real" - emprego de violência ou vias de fato para ofender a dignidade ou o decoro de alguém. A Polícia Federal decidiu não indiciá-lo porque o crime tem menor potencial ofensivo. Isso não significa que ele foi inocentado. A PGR ainda precisa decidir se é o caso de denúncia. E, para a Procuradoria-Geral da República, o caso pode ser mais grave.

No parecer que pediu diligências complementares, a PGR sinaliza que o empresário e seus familiares podem ter mentido. Também repreende as ofensas a Moraes. "A falsa imputação da conduta criminosa ao Ministro foi realizada pelos investigados de maneira pública e vexatória. É claro o objetivo de constranger e, acaso, até de provocar reação dramática, tudo a ser registrado em vídeo e compartilhado."



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