Telegram apaga mensagem contra PL das Fake News e publica determinação de Alexandre de Moraes

O STF determinou multa de R$ 500 mil por hora de descumprimento

Matéria por  Redação
10 de Maio de 2023 - 15:25
capa da noticia

Após determinação de Alexandre de Moraes, ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), o Telegram apagou às 14h25 desta quarta-feira (10) a mensagem enviada aos usuários com críticas ao Projeto de Lei 2630 das fake news.  As informações são do portal Poder360. 

O ministro tinha determinado a retirada da mensagem, e que o Telegram enviasse um novo texto de retratação. Além disso, ameaçou suspender a plataforma por 72h e aplicar multa de R$ 500 mil por hora de descumprimento — ainda que o app já tenha sido retirado do ar.

Print da mensagem enviada pelo Telegram
Legenda: Print da mensagem enviada pelo Telegram
Foto: Reprodução

Cumprindo as ordens de Alexandre de Moraes, o canal oficial do Telegram apagou a mensagem completa sobre o porquê ser contra ao PL das fake news. 

Mensagem contra PL das fake news

Na última terça-feira (9), a rede social mandou mensagens a usuários com críticas ao PL das fake news. Na mensagem, a empresa alegou que o PL irá "acabar com a liberdade de expressão", caso seja aprovado. 

"O PL 2.630/2020 dá ao governo poderes de censura sem supervisão judicial prévia. Para os direitos humanos fundamentais, esse projeto de lei é uma das legislações mais perigosas já consideradas no Brasil", dizia a mensagem. 

No texto da plataforma, houve ainda um pedido para que os usuários da rede social entrem em contato com os parlamentares eleitos ainda nesta terça. 

Senacon pede explicações a plataforma

A Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon) abriu, nesta quarta-feira (10), um procedimento de averiguação preliminar contra o Telegram. A iniciativa planeja resguardar os direitos dos consumidores da plataforma digital.

“A Senacon está notificando a plataforma, porque entendemos que o debate deve ser equilibrado. Todas as vozes, a favor ou contra, devem ser ouvidas em igualdade de condições”, afirmou o secretário Nacional do Consumidor, Wadih Damous.

A Senacon ainda informou que no despacho, são pontuadas infrações dos termos de uso da empresa e uso dos dados pessoas não amparados pela Lei Geral de Proteção de Dados.



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