STF abre inquérito contra Carla Zambelli por porte ilegal de arma de fogo

Zambelli perseguiu homem com arma em punho em São Paulo

Matéria por  Redação
03 de Fevereiro de 2023 - 21:49
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O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), abriu nesta sexta-feira (3) um inquérito contra a deputada federal Carla Zambelli por porte ilegal de arma de fogo. A investigação, reportada pelo jornal O Globo, diz respeito ao episódio em que a parlamentar perseguiu um homem com uma arma em punho.

Gilmar Mendes atendeu pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR), que denunciou a parlamentar. Seguindo o trâmite, Zambelli terá um prazo para se manifestar ao STF.

A decisão do recebimento ou não da denúncia da PGR deve ser tomada no plenário da Corte, em julgamento sem data definida ainda. O processo corre sob sigilo no STF.

Se a denúncia foi acolhida pela Corte, a parlamentar se tornará ré e responderá a uma ação penal. Provas serão colhidas no processo e Zambelli poderá apresentar defesa antes do julgamento final.

A procuradoria pediu ao STF que a deputada seja condenada a pagar uma multa de R$ 100 mil e tenha o porte de arma cancelado definitivamente. 

Relembre o caso

Em outubro do ano passado, às vésperas do segundo turno das eleições, Zambelli, que apoiava o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), discutiu com um apoiador do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) — à época, candidato à Presidência — em um bairro nobre de São Paulo.

Carla Zambelli atravessou a rua com a arma empunhada, perseguindo o homem, e entrou em um bar. O segurança da parlamentar chegou a disparar uma arma durante a confusão, e foi preso.

A denuncia da PGR considerou que Zambelli não tinha autorização para usar arma ostensivamente em público. A parlamentar possuía porte de arma de fogo de uso permitido para defesa pessoal.

Após ser denunciada pelo órgão, a parlamentar afirmou em nota que vai apresentar a defesa no prazo legal. Além disso, a deputada reforçou que tinha porte de arma autorizado pela Polícia Federal e que, no ato, "somente sacou a arma pois foi dada voz de prisão à pessoa que injustamente lhe agredia e ameaçava por diversas vezes".

A deputada teve o porte de arma restrito e teve que entregar o revólver à Polícia Federal.



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