Senadores e deputados protestam contra prisão domiciliar de Bolsonaro e pedem 'anistia geral'

Eles pediram impeachment de Alexandre de Moraes e avisaram que vão obstruir trabalhos no Congresso Nacional

Matéria por  Redação  e  Estadão Conteúdo
05 de Agosto de 2025 - 12:32
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Senadores e deputados protestaram nesta terça-feira (5) contra a prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e pediram "anistia geral e irrestrita". Eles anunciaram que vão obstruir os trabalhos no Congresso Nacional e tentar bloquear votações no Senado e na Câmara. 

"Não vamos deixar que a Câmara reabra seus trabalhos enquanto não houver diálogo sério para pensarmos soluções para o Brasil", disse o líder da oposição na Câmara, deputado Sóstenes Cavalcante (PL-RJ). 

Segundo os aliados de Bolsonaro, a medida de Alexandre de Moraes inflamou o retorno das atividades parlamentares. Por isso, eles solicitaram impeachment do ministro. O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), filho do ex-presidente, disse que os protestantes farão um "pacote da paz" e classificou a decretação da prisão domiciliar de seu pai como "ilegal". As informações são do portal g1. 

"Fui eu que postei, não foi o presidente Bolsonaro que pediu para postar, para burlar cautelar, para usar redes de terceiro para se promover. Postei por minha convicção por achar que não tem nada que confronte essa medida cautelar ilegal do Alexandre de Moraes, mas mesmo assim ele toma essa decisão sem nenhum outro ministro, sem ouvir o Ministério Público Federal", indicou. 

Ainda conforme Flávio, os parlamentares vão focar na aprovação do perdão aos condenados pelos ataques de 8 de janeiro. A proposta está atualmente paralisada na Câmara dos Deputados. 

O vice-presidente da Casa Legislativa, deputado Altineu Cortês (PL-RJ) afirmou, durante coletiva de imprensa, que caso assuma o comando da Câmara interinamente, vai pautar a projeto, independentemente da decisão do presidente Hugo Motta, do Republicanos. 

Oposição se reuniu em coletiva 

Durante coletiva realizada pelos opositores do Governo, senadores e deputados disseram que vão trabalhar para acabar com o foro privilegiado a parlamentares. Eles defenderam que a medida tem sido utilizada para "apequenar" os senadores e deputados. 

"O foro foi ampliado justamente, na nossa opinião, para que o ex-presidente Bolsonaro fosse alcançado por uma Turma [do Supremo Tribunal Federal]", disse Rogério Marinho (PL-RN), líder da oposição no Senado. 



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