'Sempre fui da tese de que era melhor antecipar', diz Sarto sobre decisão eleitoral do PDT

Após recentes atritos entre lideranças do PDT, parlamentares e pré-candidatos do partido buscam pacificar os ânimos

Matéria por  Luana Barros
22 de Junho de 2022 - 17:00
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Atritos entre lideranças pedetistas demonstram o risco de racha interno do PDT em meio a discussão sobre a sucessão estadual - que também tem causado problemas com outras legendas que integram a aliança governista. 

Sem definição e com o aumento do desgaste, o prefeito de Fortaleza, José Sarto (PDT), disse ser "da tese de que era melhor antecipar" a decisão sobre quem será o candidato governista. Apesar disso, Sarto afirma que "não está havendo demora", já que "historicamente" o PDT deixa as definições para os "48 minutos do segundo tempo". As declarações foram feitas, nesta quarta-feira (22), durante o Seminário Prefeitos Ceará 2022

Também convidada para a palestra de abertura do evento, a governadora Izolda Cela (PDT) aponta que a definição irá ocorrer "na exigência do calendário eleitoral". O prazo estabelece que partidos têm até dia 5 de agosto para definir as candidaturas. Sobre os desgastes, a governadora disse não haver "atrito disruptivo" e que o que tem ocorrido são "movimentos naturais" neste período eleitoral. 

Um dos protagonista de embate na última semana, o presidente da Assembleia Legislativa do Ceará, Evandro Leitão (PDT) - que criticou o apoio feito pelo presidente nacional do PDT, Carlos Lupi, ao ex-prefeito Roberto Cláudio - disse que divergências são "naturais", mas é momento de manter a "unidade" do partido. 

"Os apoios públicos são uma forma de cada um expressar as suas preferências. (Mas) Nós que temos uma liderança maior temos que ter um pouco de cuidado para não terminar causando qualquer tipo de divergência ou alimentando qualquer tipo de sentimento pequeno".
Evandro Leitão
Presidente da Assembleia Legislativa

Izolda Cela, Evandro Leitão e Roberto Cláudio, junto com o deputado federal Mauro Filho (PDT), são os pré-candidatos do PDT para liderar a chapa governista que irá disputar o Palácio da Abolição. O acirramento que tem gerado desgaste na aliança governista, no entanto, se concentra entre Izolda e Roberto Cláudio. 

"Não tem atrito disruptivo"

O processo de definição do candidato governista tem sido repleto de desgastes entre o PDT - partido de onde sairá o candidato - e legendas aliadas no Estado. Os atritos, no entanto, tem ocorrido dentro da própria legenda. 

Na última semana, por exemplo, deputados estaduais do PDT no Ceará criticaram atitude do presidente nacional da legenda, Carlos Lupi, durante evento do partido em Fortaleza. Lupi chegou a cantar "o melhor prefeito do Brasil vai virar governador" ao declarar apoio ao nome do ex-prefeito da Capital, Roberto Cláudio. 

Lideranças pedetistas tentam pacificar os ânimos em meio a embates nos bastidores da legenda no Ceará
Legenda: Lideranças pedetistas tentam pacificar os ânimos em meio a embates nos bastidores da legenda no Ceará
Foto: Kid Júnior

O posicionamento gerou críticas inclusive à demora no processo de escolha, mas não foi a primeira vez que uma liderança importante da aliança governista demonstra apoio a um dos pré-candidatos do PDT. 

Na disputa para tentar a reeleição, Izolda Cela considera que os movimentos são "naturais" e "esperados", mas que "não tem atrito disruptivo de maneira nenhuma". 

"O forte deve ser aquilo que nos une, que é a defesa desse projeto. Um projeto que vem mostrando resultados e que se mostra importante para que o Ceará siga sempre em frente, avançando, superando desafios e melhorando cada vez mais".
Izolda Cela
Governadora

 Diminuindo as tensões

Um dos movimentos para tentar 'distensionar' os bastidores da legenda pedetista foi a realização de reunião dos deputados da bancada do PDT na Assembleia Legislativa. Para Evandro Leitão, foi um momento de "alinhamento" e "distensionamento". "Ao final, chegamos a conclusão que o PDT marchará unido independente de nomes", ressaltou. 

Um dos pré-candidatos do partido, Evandro não considera que os apoios públicos a um dos nomes seja um problema. 

"Nós que temos uma liderança maior, temos que ter um pouco de cuidado para não terminar causando qualquer tipo de divergência ou alimentando qualquer tipo de sentimento pequeno. Mas também tem a compreensão de que todos nós cometemos as nossas infelicidades", disse.

O presidente da Assembleia considera, no entanto, que o embate da última semana é uma questão "superada". "Agora é bola para frente e pensar no futuro", completa. 



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